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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Filme iraniano: Dias Verdes

O Irã é uma república islâmica desde 1979 e possui 77 milhões de habitantes, é o décimo oitavo país mais populoso do mundo. Sua capital, Teerã tem 7 milhões de habitantes...uma população considerável.

Mais de 60% da população pertence ao grupo étnico persa, conhecido também como povo ariano. O idioma falado no país é o persa.
Geologicamente é um país com milhares de falhas geológicas, propício a muitos terremotos

O documentário iraniano "Dias Verdes" mostra as eleições de 2009 na situação de reeleição do presidente Ahmad-Nejad. O documentário deixa muito claro que houve fraude nas eleições, que foi um golpe de Estado e que houve manipulação da mídia do país.

Olha, confesso que fiquei chocada com o documentário, o Ahmad-Nejad não teve nem 20% dos votos, era o terceiro mais voltado, toda a população na rua votava no concorrente de partido verde.

Esse filme teve a direção de Hana Makhmalbaf filha de Mosen Makhmalbaf que estava na sessão de cinema para um bate-papo após o filme. Por coincidência quando apresentaram o diretor e os filmes dele, eu percebi que o primeiro filme iraniano que assisti era desse diretor, meu primeiro filme iraniano foi o "Caminho de Kandahar" que eu amei por sinal!

Esse diretor já teve diversos filmes apresentados em São Paulo, garaças ao Leon Cakoff, o diretor disse estar muito triste por Cakoff não estar mais entre nós. Eu espero mesmo que os filmes iranianos continuem a serem exibidos nas salas de cinema de São Paulo, eles tem uma inteligência acima do normal. Além de diretor de filme é preciso ter uma genialidade excepcional para mostrar os problemas do país e fazer com que a gente se coloque na situação problema do Irã.

O Mosen fez uma brincadeira com a platéia para explicar como as coisas funcionam no Irã, ele pediu para os homens sentarem do lado esquerdo do cinema e as mulheres no lado direito, muitas pessoas da sala começaram a trocar de lugar. Eu estava no lugar errado e não me movi por um só segundo, fiquei só observando o pessoal. Daí o Mosen disse que não mudou de lugar, se fosse no Irã disse que seríamos presos e torturados. Ou seja, eu que fiquei muito bem acomodada na minha poltrona do cinema, seria levada a prisão...hehehe

A população iraniana é bem esclarecida e possui alto nível de escolaridade e não a tôa votaram contra o Ahmadinejad. O diretor ressaltou várias vezes que a população tem alta escolaridade do Irã e também não é a tôa que há fuga de cérebros no Irã. Achei o máximo isso, porque muita gente tende a achar que países como Irã ou Brasil as pessoas não tem escolaridade ou então não são esclarecidas, se duvidar nos países em desenvolvimento somos muito mais esclarecidos que nos países desenvolvidos porque conhecemos os problemas sociais de perto. Eu tenho sempre a impressão que as pessoas dos países desenvolvidos, a mídia principalmente, pensam que só eles sabem pensar, só eles são inteligentes. Basta ver como os países ditos desenvolvidos não conseguem resolver a crise econômica deles.

Enfim, fiquei encantada de presenciar a aula de Irã que o Mosen deu para quem assistiu o filme na sexta-feira a noite, acabou mais de meia noite. Acho que eu não sou uma pessoa normal, ver filme iraniano numa sexta-feira a noite...hehehe Mas eu adoro os filmes iranianos, é um fato, não é de agora, faz 10 anos que comecei a apreciar filmes iranianos.

Só para terminar, o diretor perguntou a platéia: Vocês acham que se o ex-presidente Lula ou a atual presidente Dilma assistissem esse documentário eles apoiariam o governo do Irã? Obviamente não, eu não fazia idéia da gravidade do problema. Eu sou absolutamente contra o governo iraniano, não é legítimo e não representa o povo iraniano. O Ahmadinejad é um tirano horrível e que eu espero que em algum momento da História ele seja julgado na Corte Penal Internacional pelas atrocidades que ele fez e continua fazendo no país.

domingo, 6 de novembro de 2011

Filmes iranianos no Mostra

Sou apaixonada por filmes iranianos, gosto tanto de filme iraniano que eu nem leio a sinopse, basta estar escrito que é uma produção iraniana que eu estou lá comprando meu ingresso...hehehe Nessa mostra internacional de cinema que acabou na quinta passada haviam 5 filmes do Irã, assisti 4 filmes, o único que falta vai entrar em cartaz e assistirei em outro dia!

Como diz minha amiga Fernanda, mais vale 1 filme iraniano que 20 filmes holywoodianos, concordo em gênero número e grau.

O primeiro iraniano que assisti foi "Olhando espelhos" que tinha como tema a questão do transexualismo, esse assunto no ocidente já não é dos mais fáceis...imagine no Irã! Uma jovem transexual de família rica é obrigada a se casar para mostrar a família que ela é uma mulher como qualquer outra. O filme mostra o pai como o autoritário, o dono da verdade, acima do bem e do mal e não queria de forma alguma entender o problema da filha...ou filho!

A trama mostra a personagem tentando fugir do país com a ajuda de uma mulher taxista no Irã, também não muito usual no Irã. Adorei o filme principalmente porque a história se passa em Teera e confesso que me ascendeu uma vontade de querer conhecer Teera! Já até olhei o mapa de metro da cidade...as cores e a extensão das linhas se parecem com as linhas de São Paulo! Enfim, até a personagem conseguir fugir do país, dá pra viajar pelas paisagens do Irã, nas montanhas iranianas e nas paradas no meio da estrada. Fico morrendo de vontade de provar aquelas comidas diferentes...hehe Enfim, um excelente filme, emocionante que prende a atenção o tempo todo!

O outro iraniano era"ADEUS":
http://35.mostra.org/filme/be-omid-e-didar/que mostra uma situação de perseguição política que continua no Irã. Um casal em que o marido é jornalista teve que fugir para o sul do Irã para não ser preso e a esposa que esperava um filho. Achei interesssantíssimo a parte que mostra que enquanto o marido estava longe de casa, sua esposa não podia resolver documentos ou outras pendências sem a presença do marido. Uma mulher não pode fazer ultrasom sem o marido junto, não pode entrar num hotel sozinha...várias coisas. Repressão política e discriminação da mulher são os pontos altos dos filmes iranianos.

O outro filme iraniano UM.DOIS.UM mostra um triângulo amoroso e a agressão física que é feita a personagem principal. Esse filme foi bem parado, os filmes iranianos são mais lentos...mas esse era muito lento, não ficou muito claro toda a trama, pelo menos pra mim.

O outro filme "Dias Verdes" vai merecer um post único logo em seguida desse!
Continua...

terça-feira, 2 de março de 2010

As zonas sísmicas da Terra

As zonas sísmicas do planeta estão representadas no mapa ao lado, as cores mais vermelhas indicam áreas mais instáveis e as cores mais claras as áreas mais estáveis.
É interessante observar que boa parte do território brasileiro está na cor branca, ou seja, sem riscos de alta sismicidade. Ponto positivo para a Geografia brasileira! Já é um problema a menos para nós, mas não significa que não tenhamos outros tantos de outra natureza. No Brasil um prédio só cai se a construção for feita de areia de praia.....feita por caboclos matutos espertos como já aconteceu no Rio de Janeiro, foi a caboclisse master! hahaha

Enfim, no Brasil as áreas mais instáveis do ponto de vista geológico basicamente são os estados do Acre e Rio Grande do Norte mas nada que assute. Um dado interessante é que no dia 11 de janeiro de 2010 teve um terremoto em Natal de 4,2 na escala Richter, mas nada que assuste também apesar de ser um tremor significativo. Até 4,9 na escala Richter acontecem mais de 6.000 em um ano...normalíssimo.

Se passar de 5 na escala Richter, aí sim nos preocupemos porque os estragos podem ser significativos. Alguns países não tem uma geografia tão boa quanto a do Brasil, é o caso do Japão e Irã por exemplo.

No ano passado teve 5 terremotos no Japão de 7.1, 6.1, 6.6, 6.7 e 6.8 na escala Richter e houve apenas uma fatalidade, além dos vários pequenos tremores habituais do Japão. O país está super preparado para os terremotos e vive bem mesmo estando numa área super instável. Apesar que eu li uma declaração de um professor de alguma universidade importante dizendo que o Japão é um país condenado a morte pois está entre 3 placas tectônicas. Pode até ser, mas talvez na nossa escala de existência provavelmente não veremos esse trágico fim.
Na série histórica do Japão, hoje com 127 milhões habitantes, desde 1891 a 2009 houve 198.350 fatalidades em 42 terremotos significativos no país.

No caso do Irã, 68 milhões de habitantes, o país tem linhas de falhas sujeitas a abalo sísmico em 90% do território, um país super instável geologicamente falando. Mas a Terra por lá parece mais calma, o último registro de terremoto de 6.1 na escala Richter nessa área foi em março de 2006 com 70 mortes.
Porém na série histórica do Irã desde 1891 a 2006 já morreram 622.157 pessoas em 31 terremotos significativos.
Olhando esses números parece que a situação do Irã é pior que a do Japão.
Quanto ao Chile, país com 16,5 milhões de habitantes, na série histórica foram 24 terremotos desde 1730 com 60.725 mortes contando as 723 fatalidades desse último que aconteceu no sábado.
Mesmo comparando com os números do Chile, o Irã me parece mais preocupante. Eu li em algum lugar que queriam trocar a capital do Irã porque a zona de risco era muito alta em Teerã...mas eu perdi a reportagem!
Olha como a geografia dos países é importante, os impactos podem ser enormes para um país e os países precisam saber se adaptar à Terra. Ao menos aqui no Brasil estamos mais protegidos deste problema, como diz o ditado Deus é brasileiro e eu complemento dizendo que ele deve descansar em algum dos diversos paraísos brasileiros! hehehe