sábado, 8 de fevereiro de 2020

Ter ou não ter certeza, eis a questão!

Resultado de imagem para certezaAno passado assisti algumas aulas da pós que ainda reverberam até hoje e uma delas falava exatamente desse ponto, sobre a certeza. Uma fala que ficou marcante foi: "Se você tem certeza do seu projeto e dos resultados, você não tem um projeto". Fiquei tão aliviada, me tirou toneladas da costas. Seja qual projeto você tenha na sua vida, ter a certeza não é saudável, causa um desconforto muito grande. Vamos ver se com exemplos consigo explicar melhor a ideia.

Eu decidi que esse ano ia voltar a correr e na minha primeira corrida de 6K que eu havia me inscrito com mais de 1 mês de antecedência, tracei um projeto de treino para chegar no dia e correr super bem. Aí na prática meus treinos ficaram capengas e quando me vi um dia antes da corrida, pensei...é não consegui dar conta do meu projeto para essa corrida, mas o que vou fazer? Corri assim mesmo e sabe o que eu percebi? foi maravilhoso, curti, me senti bem, terminei bem e feliz. Apesar de eu não ter cumprido meu projeto inicial, deu certo no final.

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A certeza não é o mesmo que probabilidade, uma pessoa pode estar certa sobre algo falso e estar errada sobre algo verdadeiro. Parece confuso né, mas é isso mesmo. Ter a certeza de um projeto pode causar bastante sofrimento porque no decorrer do caminho podem ocorrer variações infinitas. Lembro de uma amiga querida que migrou para outro país com duas filhas com a certeza de que um país desenvolvido seria bom para elas e na prática o que aconteceu? Não foi nada do que ela havia pensado inicialmente, houve muito sofrimento mas também muita superação, uma história linda. Mas é isso o interessante de viver, aprender que não faz bem ter certeza de nada.

A imagem pode conter: atividades ao ar livre e natureza
No final do ano passado planejei conhecer o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (foto ao lado) havia planejado para ir sozinha, aluguei carro sozinha em Montes Claros e dirigi 320 Km sozinha. Claro que existia o medo e a incerteza, nunca havia viajado com carro assim sozinha, me senti super conectada eu e o mundo. Eu não conhecia nada da estrada, da pousada, do parque. Uma viagem planejada na total incerteza e o resultado dessa viagem foi uma maravilhosa surpresa e encantamento, eu não fazia a menor ideia de que a viagem seria tão maravilhosa assim.


Resultado de imagem para medo divertida menteTeria mais exemplos para explicar que ter certeza não parece ser um caminho bom e saudável. Quantas vezes escutei pessoas falarem que estão determinadas a ir a um país só para juntar dinheiro e depois voltar ao Brasil para fazerem o que realmente gosta...aí na prática, as pessoas vão ficando e protelando o projeto. Tem algum problema nisso? Nenhum, aliás isso é muito comum acontecer isso, vai ficando para ver o que acontece.



Minha experiência no Japão não foi nada do que eu havia planejado, eu tinha tantas certezas sobre tantas coisas e situações, mas aconteceu tudo totalmente diferente. Foi muito mais positivo ser apresentada ao país "desenvolvido" com todos os pontos positivos, mas também com todos os pontos negativos. Poder ser apresentada ao lado B de um país me fez deixar as minhas certezas na lata do lixo.

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Amo o Brasil e todos os 34 países que tive a oportunidade de conhecer e aprender, me deixou com uma certeza de que tudo pode ser o que não é. A música do Titãs ajuda nessa entendimento:

"O Que não é o que não pode ser que
Não é o que não pode
Ser que não é
O que não pode ser que não
É o que não
Pode ser
Que não
É"

Não tenho certeza se você que chegou até aqui gostou dessa reflexão...hehehe

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

O que aprendi, no Havaí: Natureza, Amor e Equilíbrio


O título do post até formou uma rima, é que essa semana fiquei pensando e comemorando para mim mesma um ano que conheci esse arquipélago isolado no oceano Pacífico. Sempre assisti documentários e reportagens sobre o Havaí e me chamava a atenção a maneira pela qual as pessoas falavam de uma energia....um "algo diferente" que só tinha no Havaí. Os vídeos da Fernanda Keller no Havaí em especial me fizeram entender um pouco do amor que ela tem pelo Havaí, mas só pisando lá que tudo fez sentido.

Bom, do ponto de vista prático e econômico é uma viagem cara e distante do Brasil, mas morando no Japão...a coisa muda de figura no quesito distância e ter uma amiga que te hospeda numa varanda maravilhosa com vista para a cratera do Diamond Head como na foto ao lado, aí a viagem fica perfeita. Eu pude perceber que os japoneses adoram passar férias no Havaí, é impressionante a quantidade de japoneses lá. Há uma versão japonesa do Havaí que se chama Okinawa e que inclusive tem essa denominação, "Okinawa - o Havaí do Japão". O fato é que os japoneses gostam e vão muito ao Havaí, eu vi muitos deles, por instantes até achava que estava no Japão. Um brasileiro me falou que eu tinha que conhecer Okinawa senão eu não teria visitado o Japão...mas por que não conhecer o Havaí de verdade?

 Outro fato interessante, não vi brasileiros que vivem no Japão tendo como destino o Havaí e nem ao menos é destino típico deles por várias hipóteses que eu imagino: talvez por ser um destino caro, talvez pelo fato de ter que ter visto americano e talvez porque muitos brasileiros no Japão estão com família. As prioridades dos imigrantes brasileiros no Japão são outras. Porém, visitar o Parque da Universal em Osaka já é mais popular entre os brasileiros que tem filhos, faz mais sentido.

Agora o Havaí, esse lugar faz todo o sentido para Geoiarinha e conhecer esse arquipélago americano foi mágico, as pessoas que conversei, as pessoas que eu observava nas ruas..era visível que existia algo mais próximo da felicidade plena cercada de praias lindas, vulcões e florestas. Fiquei muito impressionada de ter conhecido em 12 dias mais especificamente só a capital Honolulu. Isso tudo foi possível porque o universo conspirou a favor, ter uma amiga que mora em Honolulu e te convida fazendo propaganda de milhares de hikings e trekkings, foi como criptonita, não pude deixar essa parte do globo sem conquistar com meus próprios pés, olhos e coração aberto. Sou muito grata a Mi do Havaí que me recebeu junto com o marido e me apresentou tão maravilhosamente as praias e lugares, as indicações foram as melhores possíveis. Tenho gostado muito de conhecer lugares onde amigos moram, é outra categoria de viagem. As dicas de quem mora não cabem num guia, são coisas bem específicas e singulares.

As recomendações para quem vai para Honolulu é alugar carro, minha amiga me indicou também, mas como esqueci minha carteira de habilitação do Brasil....tive que dar o meu jeito geoiarinha de ser: Transporte público e sola de tênis além de mochilinha, óculos, boné e protetor solar. Foi ótimo, há um passe de ônibus que custava 5 dólares e você podia usar a vontade um dia inteiro atravessando toda a ilha de Oahu. Quando eu comecei a analisar os vários mapas das regiões que o sistema que se chama "THE BUS" que atende toda a cidade de Honolulu, fiquei impressionada. O horário dos ônibus eram bem pontuais nos pontos, ar condicionado e poltronas confortáveis.

Me inscrevi no "meetup" um site de eventos que acontecem na cidade e um deles era de um grupo de corredores que estavam no treino final pré-maratona do Havaí. Fiquei morrendo de vontade de correr essa maratona, me ascendeu aquele desejo de um dia voltar a correr os 42 Km em Honolulu. Quem sabe no meu projeto 40 ou 42 anos de idade, 42Km em Honolulu! Conheci uma lenda da maratona, um senhor que não me lembro o nome, que sempre termina em último lugar e ele disse que não precisa ter pressa em terminar, precisa terminar em paz, tranquilo e ser feliz. Não é demais isso? No melhor jeito Aloha de ser, foi aí que meu desejo voltou a pulsar. Além disso, nesse contexto todo, conheci duas pessoas maravilhosas, uma americana da Califórnia e um americano que vive em Honolulu nesse treininho de corrida. Eles me levaram para conhecer muitos lugares maravilhosos  e são apaixonados por trilhas assim como eu. 

A cia aérea de low cost Air Asia opera com vôos diários de Osaka para Honolulu e pelo que pude perceber é a mais barata dependendo da época do ano, o meu ticket de ida e volta custou 300 dólares sem a taxa da mala. Não despachei bagagem, fui apenas com uma mochila nas costas de 7 Kg, esse é o limite máximo da bagagem de mão da Air Asia. Foi um exercício de levar apenas o necessário e deu super certo. Eles pesam sua mochila para ver se está dentro dos 7 Kg, no Japão eles são rigorosíssimos nesse quesito, ao menos a Air Asia foi.

Eu não aluguei carro, mas a americana que conheci tinha alugado carro por USD 15 por dia em Honolulu, achei ótimo. Numa próxima vez se eu não esquecer a carteira de habilitação, vale a pena alugar carro.

A comida havaiana é algo apaixonante, não achei tão cara quanto eu imaginava, não sei também se minha referência de custo de vida no Japão influencia, mas tem preços bem pagáveis e uma diversidade gastronômica absurda. Uma coisa que gostei muito nas praias do North Shore são os lugares tipo quiosques de comida saudável, sanduíches maravilhosos, suco natural olhando aquelas praias lindas, uma atmosfera havaiana mesmo. 

Ainda fui num show do Eagles com show de entrada do Jack Johnson no Aloha Stadium. Então, fazendo um balanço geral, conhecer o Havaí foi mais surpreendente do que imaginei anteriormente. O termo ALOHA é lindo, você escuta a todos os momentos como saudação, agradecimento, despedida. Para os habitantes originários dalí esse termo se relaciona a uma conexão com a natureza e transmite um amor para equilibrar a vida. Então falar aloha está muito ligado a transmitir amor para as pessoas do tipo, seja feliz, você vai conseguir independente dos obstáculos.

Essa conexão que existe no Havaí com a natureza será inesquecível para mim, fiquei apaixonadíssima por essa conexão. É uma energia que não tem em outro lugar, mais uma vez, é difícil explicar em palavras mas quando você está lá, você simplesmente sente. Meu ano sabático de 2018 não poderia ter fechado de um jeito diferente. Lá no Havaí entendi que trabalhar, cuidar da saúde, se divertir e ser feliz são possíveis. A vida não pode ser só rotina de trabalho exaustiva por um dinheiro no final do mês que serve para comprar coisas e mostrar para os outros o que você tem e faz. O Havaí me ensinou e ainda continua me ensinando que é importante ter equilíbrio na nossa vida e ser feliz! O lance de não ter pressa também me chamou a atenção, as coisas vão acontecer no tempo certo.

Essa pausa que fiz no Japão foi maravilhosa até para eu entender melhor o Japão, o quanto falta Aloha para pessoas. Ainda bem que muitos vão lá aprender assim como eu fui! Sinto que terei que voltar ao Havaí para aprender mais....hehehe Preciso entender melhor esse equilíbrio! Espero que tenham gostado desse post e desejo para quem chegou até aqui ALOHA!
Natureza, Paz e Amor ...o que mais precisamos?

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Para que serve a educação? A resposta de um índio guarani


Resultado de imagem para indigenas desenhoVou seguir escrevendo sobre o aprendizado que venho tendo com os indígenas recentemente. Os povos indígenas do Brasil, na minha opiniã, tem ideias e concepções que são pouco disseminadas entre nós que vivemos na cidade .Mas é claro que Geoiarinha está aqui para ajudar nessa tarefa em entender melhor as ideias indígenas.
A pergunta do título do post foi dada por Carlos Papá, um pajé e cineasta da aldeia Guarani Mbya. Ele mesmo, numa palestra, fez essa pergunta e respondeu:
A EDUCAÇÃO SERVE PARA PROTEGER O SEU PRÓPRIO SER

Escrevi em letras garrafais e em negrito porque achei sensacional essa resposta, simples e direta. Segundo esse índio, os indígenas estão sempre buscando novas formas de entendimento e ele tem plena clareza que ele não sabe nada. Ele acredita que as gerações seguintes vão sempre conhecer mais que ele

Não são incríveis essas definições? Eu já escutei de pessoas adultas que trabalham muitas horas me perguntar se vale a pena estudar. Ter essa dúvida já é um sinal que as sinapses estão acontecendo no cérebro, ter dúvida é importante. O problema maior está em ter certeza, quando alguém tem a certeza que não vale a pena estudar, aí aconteceu a necrose das sinapses e nesse caso o ser pode ter morrido mesmo estando vivo. Ou então ter a certeza que só uma única e definitiva decisão, basta. Muita gente só enxerga apenas um único caminho.

Resultado de imagem para decisões desenhoA educação passa pelo estudar e isso não é a certeza de sucesso, de emprego bom, de salário alto, mas o teu cérebro vai fazer mais conexões e as relações que estabelecemos com as pessoas e com o mundo se ampliam. As decisões, quando se incorpora esse conceito de educação, tendem a ser mais assertivas, ou seja, a pessoa tende a ser mais confiante e mais segura de si. Ser mais confiante e mais seguro de si mesmo não é ter a certeza na forma binária de certo ou errado, mas tem muito mais a ver com a segurança da tomada de decisão sem sentimento de culpa.

Quantas vezes em muitas decisões da minha  vida eu escutei frases do tipo: "oh, mas você vai fazer tal coisa dessa maneira?" Eu costumo responder quando eu tenho muita clareza da situação, sim estou segura da minha decisão ou que não significa que eu tenha certeza. Estou longe de ser a pessoa mais segura do mundo nas minhas decisões, eu tenho dúvidas, eu me questiono, mas principalmente eu me permito escutar diferentes posicionamentos para pensar melhor sobre as decisões que aparecem na vida. E se por acaso eu tiver tomado uma decisão que não foi tão boa quanto eu esperava, tudo bem, sempre é possível consertar e recalcular a rota a ser seguida. Sabe aquela voz do google maps de quando você erra o caminho e ele fala: "recalculando", acho que é assim que eu me sinto sempre....recalculando sempre a minha rota.
Resultado de imagem para visão de mundo
Por isso que eu acho que os índios são muito sábios e tem uma compreensão de mundo muito plural, dinâmica e simples. Os índios que estou conhecendo estão me surpreendendo com tamanha genialidade e simplicidade e na medida do possível vou trazendo aqui para reflexão.

domingo, 3 de novembro de 2019

É preciso sair da aldeia para conhecer a aldeia!

Eu estava no Japão na última vez que escrevi e desde que voltei ao Brasil, minha vida foi tão intensa com muitos compromissos acadêmicos e profissionais que fui abduzida pela retomada da minha rotina em São Paulo. Toda vez que entro na avenida 23 de Maio ou entro no metrô em São Paulo, sinto que voltei para a corrente sanguínea dessa megacidade. Uma das melhores sensações de voltar para casa é ver no bilhete de embarque e no painel do aeroporto as três letrinhas GRU, voltar para minha cidade, minha pequena aldeia, é e sempre será uma alegria imensa.

Depois de morar 1 ano no Japão, fiquei bastante reflexiva pensando e repensando sobre o Brasil e com certeza de ter tido um aprendizado no Japão que se tornou um divisor de águas na minha vida. O mais legal é que muitas pessoas aqui no Brasil quando me perguntavam como tinha sido a experiência no Japão, tinham a expectativa de que eu fosse falar mil maravilhas como se lá fosse o verdadeiro paraíso. Eu acabo decepcionando muito as pessoas sobre essa ilusão que vendem aqui de país desenvolvido, em especial obviamente sobre o Japão. Deixo bem claro o quanto eu amo o Japão e o quanto esse país me ensinou, mas digamos que meu amor amadureceu e agora tenho uma visão pautada em experiências que eu vivi e senti, boas e ruins. Os chineses são sábios em entender as relações de Yin e Yang, a nossa vida é assim.


Resultado de imagem para o invasor americanoHoje assistindo o documentário de 2015 do Michael Moore "O invasor americano" fiquei mais feliz de ver que existem pessoas que saem da sua aldeia para poder conhecer melhor a aldeia. Basicamente, o diretor visita diversos países atrás das melhores ideias para levar para os Estados Unidos porque esse país tem muitos problemas. Sobre o Japão, para sair do visão romântica é assistir "Assunto de família" de 2018 , filme japonês que ganhou prêmio ano passado.


Se não é possível conhecer todos os países in loco, uma maneira de fazê-lo é pela arte, pelo cinema. Há diversos filmes e desenhos disponíveis que permitem às pessoas ampliarem sua visão de mundo. O acesso a diversos filmes pelas diversas plataformas existentes hoje deveriam servir como um meio de acesso para a construção de esclarecimento,  discernimento,  crítica e portanto conhecimento.

Não é possível que em pleno século XXI ainda tenham pessoas com a mentalidade do período feudal. Eu definitivamente tenho muita dificuldade de entender pessoas que pensam de maneira tão retrógrada. Eu me pergunto sempre, para que serve ter um iPhone e internet de alta velocidade se você não consegue enxergar o óbvio da sua vida, do seu dia-a-dia? Qual o sentido que te motiva acordar cedo e trabalhar?

Resultado de imagem para ailton krenakMe empolguei em escrever esse post porque conheci recentemente Ailton Krenak, um índio e ativista da causa indígena com uma capacidade de discernimento, crítica e conhecimento impressionantes. Se vocês puderem assistir os vídeos dele no youtube, assistam. Foi ele que me influenciou para o título desse post. Um índio que conhece muito bem a sua própria aldeia, mas que devorou no sentido de adquirir conhecimento tudo o que está fora da aldeia. Na palestra dele, dentre tantas coisas, a que mais me chamou a atenção é ele dizer: "por que vocês tem tanta dificuldade em enxergar o óbvio?"


Resultado de imagem para interrogaçõesEssa pergunta é linda e aí eu penso sobre por que muitos brasileiros aceitam tantas coisas erradas no Japão? Por que muitos aceitam como normal a opressão, os xingamentos, os assédios? Por que os brasileiros se sentem tão inferiores no exterior? Por que o brasileiro odeia tanto seu próprio país? Por que o brasileiro, mesmo aqui no Brasil, não se enxerga enquanto ser humano que precisa de um mínimo de dignidade? Por que o brasileiro acha que só ter pensamento positivo, as coisas vão mudar na prática?


Eu posso sair da minha aldeia quantas vezes eu quiser, mas a aldeia nunca vai sair de mim. A esperança é que o conhecimento se construa para que seja possível se enxergar na aldeia e principalmente aprender o que há de bom e de ruim fora dela.

Precisamos voltar a sermos mais "humanos" e usar o que a evolução trouxe de melhor para a nossa espécie, nosso cérebro. Qualquer tentativa de manipulação que limitem a capacidade de pensar a complexidade da vida, das pessoas e dos países é uma afronta a evolução.

#conheçasualdeiaesejaglobal