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sábado, 25 de janeiro de 2014

Nepal, a meca do trekking e reflexões sobre felicidade!

Já escrevi sobre a Etiópia e a Índia no blog e estava faltando escrever sobre o Nepal! Incluir o Nepal nessas férias foi uma das melhores coisas que já planejei. Confesso que fui super influenciada a conhecer esse país por 2 médicos do Rio de Janeiro numa janta em Bangkok há 2 anos atrás. Eles me contaram das trilhas que eles fizeram lá e adoraram o país.  Fiquei completamente encantada e tinha colocado que em algum momento iria visitar esse país. Lendo também o blog viagem a fora sobre a Índia eles recomendavam incluir o Nepal. Esse combinado Índia e Nepal está altamente recomendado por essa blogueira e apaixonada por lugares! Também tive uma influência enorme e uma aula de Nepal com uma querida amiga que viajou com o marido para fazer a trilha do Anapurna para os lados de Pokara nos anos 90 quando não tinha essa facilidade da internet.  Lembrei também que o economista Jim O'Neill já passou férias alí e gostei do relato dele também. Todas essa pessoas me influenciaram positivamente para querer conhecer o Nepal!
 
O Nepal é a meca dos viajantes aventureiros e amantes de trekkings, fato incontestável! Já é um dos meus países favoritos! Apesar de não ter tido tempo suficiente para fazer uma trilha eu obtive muitas informações interessantíssimas sobre as diversas trilhas possíveis de se fazer para qualquer quantidade de dias. Comprei um livro guia com 25 trilhas todas bem detalhadas e tenho ficado hipnotizada lendo esse livro, meus companheiros de viagem falaram que é uma ótima forma de eu não entrar em lojas! "bota um guia na mão da Iara"....rsrsrs por que será? Adoro guias e trouxe uma porção de materiais desses lados. Aliás os amigos vem trazendo materiais de vários lugares do mundo pra mim, fico tão contente! Suriname, Guiana, Nova Zelândia, Austrália, Bali...adoro! É bom ter amigos que viajam bastante também!

Nessa foto, assim como na Índia as comidas de rua são SEMPRE entregues numa folha de jornal, eles desconhecem guardanapo. Eu morria de rir vendo eles entregarem o salgado no jornal, é a coisa mais normal do mundo...pra eles! rsrsrs Se vocês repararem bem tem uma notinha em nepalês falando do Neymar. Salgado de rua embrulhado no jornal com um toque brasileiro da fotinho do Neymar foi sensacional!
 
Apesar de não ter tido tempo para fazer uma trilha, uma opção que eu sabia que existia era fazer um passeio de avião para ver o Everest, foto ao lado, até porque eu só tinha 3 dias nesse país. A princípio pode parecer que não tem a menor graça ver o Everest do avião,  que talvez fosse mais interessante fazer a trilha até o campo base do Everest como muitos fazem, claro que haja condicionamento físico também!

Essas coisas mais roots eu deixo para minha amiga Andreia....rsrsrs brincadeirinha rsrsrs Mas depois de ter visto as Cataratas de helicóptero no começo das férias eu tinha certeza que não ia ser bobeira ver o Everest de avião e super recomendo para quem tiver poucos dias em Kathmandu. Muitos já brincaram que comecei as férias nas Cataratas e terminei no Everest...pior que foi isso mesmo e ainda teve de brinde a Etiópia! Eu não tinha planejado os três...foi acontecendo! Claro que eu adorei tudo isso ter acontecido!

Nosso grupo no avião da buddha air!

O dono de uma agência de viagens e de um hotel no Nepal, que agora é meu contato para uma próxima ida e até mesmo para indicar a quem estiver interessado, foi sensacional, me explicou tudo! Nepal, Tibete e Butão sem mistérios agora. Combinar o Nepal com um desses outros países também vale super a pena. Com certeza eu me animei muito com uma futura volta e estou bem amparada para futuros planejamentos para esses lados.

Sobrevoar o Everest e ver toda aquela cadeia de montanhas do Himalaia é sensacional, o avião vai a 40 mil pés (12 Km do chão aproximadamente) e ficamos quase na altura das montanhas. No avião da empresa chamada Buddha Air o serviço é sensacional, todos tem a chance de ir até a cabine para conversar com os pilotos que nos mostram exatamente onde está o Everest e outros picos. Antes ainda, recebemos um folder com os nomes de todos os picos que sobrevoamos. Avistar o Everest foi uma das melhores sensações que já tive na minha vida, será inesquecível ainda mais para quem ensina Geografia. O passeio todo dura 1 hora e todos saem do avião extasiados de alegria. Para completar o passeio, assim que desembarcamos do avião ganhamos um certificado que vimos o Everest, nem acreditei, ainda posso provar para meus alunos...rsrsrs! Posso dizer que vi o Everest bem pertinho e ainda tenho um certificado, foto abaixo....hahahaha Enfim, foi tudo absolutamente perfeito.


A cidade de Kathmandu é muito bacana, sentimos uma atmosfera mais serena que na Índia, além de ter muitos monges por todos os lados. Uma coisa que achei engraçado é que o país faz racionamento de energia, esta que é adquirida da Índia.

Como o país não tem dinheiro o suficiente para comprar a energia para 24 horas do dia, eles fazem racionamento e em muitos lugares encontramos velas no banheiro. Há lâmpadas que são movidas por gerador  nos quartos, mas no banheiro do nosso hotel não tinha luz e tudo bem. Pode ser o mais chic dos hotéis ou nos restaurante, isso é normal também. Muitos restaurantes são a luz de velas, um rústico-romântico, adorei!

A energia só funcionava das 23h até às 5h da manhã e depois desligava! Nas ruas pela manhã bem cedinho é uma escuridão só, mas as pessoas andam tranquilamente e os faróis do carro fazem a iluminação das ruas. Achei interessantíssimo isso mas ainda estou intrigada de como ele lidam bem sem energia elétrica full time! Talvez porque não precise mesmo, só em setores mais específicos. Basta um gerador tudo bem....na Amazônia também é assim , tudo funciona por gerador.
 
Os mercados  e as lojas no Nepal são maravilhosos, tudo para o trekking tem em Kathmandu e os preços são absurdamente em conta. Ficamos horas nos mercados passeando! Eu nunca vi em nenhum outro lugar do mundo artigos para o trekking com preços tão baratos como lá. Eu comprei vários artigos para meus trekkings e se tivesse mais dias compraria mais....hehehe Meus trekkings no Brasil que me aguardem, tudo novinho! Esse ano farei mais trekkings que o ano passado, esse é o plano para 2014! Leia bem essa frase Fernanda....rsrsrs
 
A atmosfera do trekking, as pessoas de vários lugares do mundo, aqueles mapas com milhares de rotas de trilhas, aquelas montanhas que tiram o fôlego só de olhar, os monges budistas com suas canções, os restaurantes top of the roof como na foto , a simplicidade e a simpatia dos nepaleses me fizeram colocar o Nepal entre os países que com certeza voltarei. O Nepal será especial também porque é meu país número 25....rsrsrs Muitos me perguntam se eu quero conhecer o mundo todo e eu sempre digo que não. Nunca tive essa pretensão, mas a certeza é que eu aprendi muito com todos esses países.
 
É difícil explicar o que causa dentro de mim conhecer tantos lugares. Deve ser uma energia, uma força motora que sempre impulsiona a querer conhecer cada vez mais lugares e também pessoas. Essas pessoas locais que vivem de maneira muito simples mexem comigo e vejo que eles são felizes sim, do jeito deles  e com o que eles tem.  Acredito que uma viagem deve te tornar uma pessoa melhor em vários aspectos, principalmente no quesito "ser mais humano".  Esse "ser mais humano" acaba mudando meu ponto de vista sob muitos aspectos e vejo como tem gente mesquinha que temos que lidar. Todo esse aprendizado me faz cada dia mais uma pessoa um pouco melhor e me faz perdoar e  respeitar cada vez mais as pessoas e sua individualidade que não tem nenhuma relação com individualismo. Ninguém muda ninguém, cada um é do jeito que é e isso precisa ser respeitado. Eu busco sempre ser uma pessoa melhor, mesmo com muitos defeitos (mas muitos defeitos mesmo...rsrsrs), vou consertando cada um deles pouco a pouco ao longo da vida e me tornando cada vez melhor. Além disso, chego a conclusão de que para ser feliz não podemos ter medo do novo, de errar, de querer, de aprender, de sonhar...tudo na vida é válido quando você se propõe a encontrar a felicidade! Mesmo que você erre, porque errar um dos caminhos para encontrar a felicidade.

Uma linda paisagem, um sorriso sincero, um aceno de mão, as pessoas que pedem para tirar foto com você porque te acha diferente, um beijo jogado para você de uma menininha nepalesa (foto), uma criança indiana que corre para te abraçar e brincar com seu rosto sem nem te conhecer  e muitos mais exemplos me tornam a pessoa mais especial e feliz do mundo. Entendo que a felicidade não está necessariamente nesses lugares mas sim em como eu me permito que essas situações se internalizam dentro de mim e me fazem respeitar e perdoar cada vez mais as pessoas que passarem pelo meu caminho.

Uma pessoa pode viajar para vários lugares e não se sentir feliz. Ou então uma pessoa pode conhecer lugares e se sentir feliz no momento e quando volta continua sendo a mesma pessoa mesquinha e egoísta. Eu acredito que a viagem deve entrar em você como uma nova fonte de energia que muda tudo internamente e nem sempre as pessoas vão entender porque você tem determinada atitude. Flexível é algo difícil de ser, mas quando erramos  o caminho,  enfrentamos contratempos, trombamos com gente simpática, gente grossa, encontrar lugar sujo ou limpo, tudo isso a gente tem que saber lidar, temos que ser flexíveis e ponderar bastante tudo isso e transpor  tudo isso para nossa vida diária também. Saber lidar com situações e pessoas diversas não é tarefa fácil, e só quando me conheço mais é que começo a entender mais o outro. Para completar o que tenho aprendido com a meditação, a felicidade está em mim mesma e só depende de como eu enxergo e lido com determinadas situações e a  meditação é um caminho para encontrar o equilíbrio de tudo isso e então a felicidade!

É isso...eu gosto de escrever um pouco, vocês já devem ter percebido...rsrsrs Fica aqui meu carinho  e algumas fotos desse incrível país chamado Nepal!

 
 
 
Ainda tem alguns posts para escrever, mas agora vai demorar um pouco mais para eu postar aqui. É hora de voltar ao trabalho e focar objetivamente nisso. Até os próximos posts!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O uso do piercing pelas mulheres indianas!

Nessa minha viagem para a Índia eu observei muitas mulheres com piercing, desde crianças até senhoras de muita idade e fui percebendo que é muito normal e típico as mulheres usarem piercing na Índia. Toda hora eu comentava com a Doris e falava, nossa, olha aquela, olha outra....acho que de umas 10 mulheres que via na rua, umas 7 usavam piercing.  Olha essa senhora com o piercing na foto ao lado e abaixo. Essa foto é do Nepal e lá é muito comum as mulheres usarem o piercing também!
 
Eu fui pesquisar o significado do uso do piercing na Índia e descobri muitas coisas interessantes que vou resumir aqui. O hábito de perfurar o nariz com o piercing existe desde os princípios do hinduísmo há mais de 2.000 anos Parece que começou no Oriente Médio e chegou na Índia depois. Vi também mulheres muçulmanas com piercing em Mumbai...fiquei admirada! Antigamente só as mulheres das castas mais elevadas podiam usar como adorno, depois foi permitido em qualquer casta e não tem restrição de idade.
 
Uma outra coisa que eu havia reparado é que o piercing sempre estava do lado esquerdo. Em Udaipur conversando com uma família de artesãos  mais simpática do mundo, minhas dúvidas foram tiradas. Uma menina com um piercing e sua mãe me explicaram que o lado certo para a mulher colocar o piercing é o lado esquerdo do nariz porque é o lado da mulher, o lado da feminilidade. Aprendi também que elas usam em homenagem a deusa Lakshimi e em muitos casamentos indianos dependendo da região da Índia as mulheres colocam o piercing e de diferentes tamanhos e formas. Lembrando que Lakshimi é a deusa do amor, da beleza, da sorte e da riqueza. O piercing está muito associado a essa deusa!
 
Pesquisando mais descobri que na medicina ayurveda o furo do lado esquerdo está associado aos órgãos reprodutivos femininos e pode ajudar a diminuir a cólica menstrual e tornar o parto mais fácil.  Eu queria mesmo que diminuísse minha enxaqueca...hehehe
 
Eu não resisti a essa cultura e em Udaipur eu coloquei um piercing também. Quando eu encontrei essa família que me explicou que era tranquilo colocar que não ia doer eu combinei que no dia seguinte eu voltaria na loja-casa deles e colocaria meu piercing. Precisei de 24 horas para refletir sobre a ideia e criar coragem, mas já tinha muito claro que ia colocar o piercing.
 
No dia seguinte lá estava eu com a simpática família e me preparando para a colocação do piercing. Essa família foi muito especial, no serviram chai, nam preparado com ervas e feito por eles mesmos, uma simplicidade e simpatia sem igual que já vi na minha vida. O sr Sanjay Verma rapidamente colocou o piercing no meu nariz, confesso que doeu um pouquinho, até saíram lágrimas do lado esquerdo do olho mas fiquei contente com o meu novo adorno a moda indiana. Me senti mais próxima da cultura com o piercing. Achei que minha mãe ia brigar comigo, mas até ela que é super conservadora falou que ficou muito bonitinho meu piercing! rsrsrs
 
Essa foto foi do momento do furo....tive que fechar os olhos...rsrs
 O resultado!
Iara na versão Índia 2014, a henna também foi feita pela família, haviam muitas opções de desenhos e essas pinturas são muito usadas pelas indianas seja para ir a uma festa, uma noiva também pinta todo o braço com esses desenhos indianos lindos. Pena que assim que cheguei ao Brasil a pintura desapareceu...rsrsrs Se eu morasse na Índia eu ia viver com um desenho diferente por semana....hehehe Adorei!
 
Aliás eu super recomendo conhecer a família do sr. Sanjay Verma (nome do facebook também)para quem for em Udaipur e quiser conhecer e comprar os seus produtos. Os preços além de serem o preço real mesmo são feito por todos da família, isso é sensacional. A loja fica em baixo e a família vive na parte de cima. Todos os produtos da loja são bem feitos e eles são muito criativos, me senti tão a vontade que parecia que eu já era de casa. Eles nos ofereceram chai, pão artesanal, fomos muito bem recebidos. Na Índia faz parte da tradição receber bem as pessoas oferecendo algo para beber e comer, não se pode recusar de jeito nenhum, seria uma ofensa enorme. Eu que estava evitando comidas apimentadas tive que abstrair isso e comi um pão bem saboroso e bastante condimentado. Não podia fazer desfeita com essa simpática família!
 
Fomos convidadas a ficarem na casa deles numa próxima vinda, olha que máximo! Como não sei se um dia vou voltar, eu vou deixar o endereço deles aqui para que os brasileiros que estiverem por lá visitem a loja dessa família super simpática.
 
Renu Sanjay Verma é o proprietário e chefe da família- Ear piercing done here; Manufactures Silver Gold Jewellery fica na Battiyani Chohatta, Opp Hotel Kiran Palace, Udaipur - Rajastão.
Eles também oferecem aulas de pintura com hena e aulas de culinária indiana.
Telefone Mob 08107419940 ou 08107341635

Até o próximo post!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Índia: Deserto de Thar

Depois de Bikaner seguimos rumo a um vilarejo próximo  de Jasailmer onde fica o deserto de Thar ou também conhecido como grande deserto indiano. É uma aventura percorrer as estradas indianas e o tempo todo tem animais no meio da pista como na foto ao lado. Vaca e boi foi o animal que mais vimos por aqui, de acordo com minha estatística, todos os dias vimos pelo menos uma vaca ou um boi passando. Esses animais são encontrados em todas as cidades e nos pontos turísticos. No começo eu tirava tanta foto, depois fui me acostumando. Cheguei a pensar que vou sentir falta de ver uma vaquinha passando quando eu estiver em São Paulo...rsrsrs
 
Nessa região avistamos um grande parque eólico de onde vem a energia para as várias cidades do Rajastão, mas não são todas as casas que tem energia elétrica. Uma outra coisa que virou rotina no nosso tour é ver no início da noite as pessoas fazendo fogueira na frente de casa para se aquecerem. Depois também após minha estatística, vimos fogueira todos os dias, inclusive aqui em Mumbai. Nessa região nesta época do ano não costumava ser tão frio, mas a frente fria do Himalaia estava todos os dias dando o ar da graça, durante o dia estava bem agradável mas à noite fazia muito frio. Vale dizer que estávamos muito perto do Paquistão, uns 50 Km da fronteira e a 70 Km da megacidade Karachi...Infelizmente não será possível conhecer todas as megacidades, não se pode querer tudo....hehehe

Na foto eu gostei muito de ver aquelas mulheres muito simples usando suas tradicionais roupas indianas coloridas e muitas mulheres cheias de pulseiras, brincos e colares. Em muitos lugares na estrada as crianças davam tchau, nos observavam, era bem legal isso. Outra coisa, almoçamos todos os dias nos restaurante beira de estrada e todos foram muito bons e limpos, mas até para ir ao banheiro temos que dar gorjeta. No começo não incomodava mas depois de um tempo vai cansando isso, até quando não era para pagar eu achava que tinha que pagar. Isso é uma coisa que pesa muito aqui na Índia, as pessoas te ajudam já pensando na gorjeta, enfim a cultura é assim e isso vai estressando ao longo da viagem. No Nepal também tem muito dessa cultura da gorjeta.
 
Eu lembro muito de dois médicos que tinham visitado a Índia e o Nepal e que falavam muito disso, é o tempo todo dando gorjeta, hoje eu deixei um cara falando sozinho aqui em Mumbai que disse que só poderíamos entrar no mercado com guia....ah foi o fim pra mim, se nem em Barcelona, Singapura e em São Paulo que tem aqueles mercados lindos não tinha isso, não será nessa Índia que vão me cobrar! Chega uma hora que cansa...rsrsr!
 
Logo que chegamos no deserto fomos fazer o tradicional passeio de camelo que estava no nosso pacote e ver o pôr do sol. Vimos muitos camelos não só usados para passeios como também como meio de transporte de pessoas e carga. Eles são bem dóceis e bonitos. Olha como estou cada vez mais próxima dos animais Patty Vieira!
 
 Abaixo temos um estacionamento de camelos no meio do deserto.

Abaixo sou eu fazendo graça com o pôr do sol no deserto, o sol em minhas mãos! Adoro ficar fazendo testes com fotos...rsrsrs
A noite tínhamos uma janta típica indiana e vimos uma dança indiana e depois participamos da dança ao redor do fogo como na foto abaixo. Na típica comida indiana se come com a mão...eu caí na besteira de pedir garfo....hahaha e a resposta do atendente foi: aqui se come com a mão. Ainda bem que tinha uma colher lá...rsrsrs Lembrei que os indígenas também comem com a mão! Descobri que sou muito ocidental....rsrsrs
 
Depois da jante e da dança tínhamos duas opções no nosso pacote de hospedagem: dormir no deserto ou dormir nas cabaninhas abaixo. Ficamos refletindo bastante e nós empolgamos com a ideia de dormir no deserto, mas pensando na provável friaca e sabendo que eu a Doris sentimos muuuuuuuito frio, desistimos da ideia. As cabanas são com suíte e água quente, nada como um conforto depois de uma certa idade, sinto que estou ficando velha...rsrsrs. Eu amo aventuras mas passar frio é uma aventura que não ia me deixar feliz. Na verdade se não fosse a frente fria do Himalaia nessa época do ano não seria tão frio. Até o Mário e meu irmão sentiram frio dormindo na cabana.

Agora a viagem está chegando ao fim e estou aguardando dar o horário para ir ao aeroporto de Mumbai, é hora de voltar para casa! Foi sensacional ter conhecido a Índia e o Nepal. Sem a menor sombra de dúvidas eu tenho um fascínio muito grande pela Ásia e vir pra esses lados sempre vai renovar minhas energias. Na verdade duas regiões me fascinam: América Latina e Ásia, meus favoritos fazendo um balanço geral. Claro que não poderia deixar de dizer o quanto o Brasil é um país sensacional, toda a minha volta ao Brasil eu fico super feliz e meu olhar muda bastante. Fora do Brasil temos que abstrair muitas coisas e nos adaptar cada dia a uma nova situação totalmente fora da rotina e isso é muito bacana. A rotina pra mim me faz mal, talvez por viajar tanto, em São Paulo eu faço mil coisas diferentes, troco o caminho, entro em lugares novos, ando por ruas que nunca andei para não perder esse espírito da descoberta do novo. Acho que em vidas passadas eu devo ter sido uma viajante, uma beduína...sei lá, mas entendo também o quanto tem muitas pessoas que se acomodam e se acostumam com a mesma rotina e frequentam os mesmos lugares sempre. Eu acho de verdade muito bacana e fico até admirada, mas eu não consigo ser assim.
 
Enfim, fiquei viajando aqui nas ideias....rsrsrs Estamos na expectativa da nossa super e longa viagem de volta, na vinda tivemos a emoção de parar na Etiópia, estamos esperando quem sabe dar um atrasada no vôo em Lomé no Togo para conhecermos essa cidade.....rsrsrs Agora será Mumbai-Addis Ababa-Lomé- Rio de Janeiro e finalmente a minha querida cosmopolita e megacidade São Paulo!
 
Acho que os próximos post serão do Brasil! Até breve amigos!

sábado, 28 de abril de 2012

Mais uma megacidade: Istambul!

Para quem já leu meu blog sabe o quanto eu sou apaixonada por megacidades, aquelas com mais de 10 milhões de habitantes, o destino era a megacidade de Istambul na Turquia. Antes de seguir para Istambul eu aproveitei meus últimos momentos nadando na praia artificial de Singapura (foto). 

Enquanto eu nadava na zona equatorial eu já me preparava psicologicamente para o inverno de Istambul  na zona temperada no dia seguinte. Enquanto Singapura está a 1° 22' norte, Istambul está 41° 02' norte.O que significa que para meu gosto pessoal e adaptativo eu prefiro latitudes de 0 até no máximo 30 graus de latitude já que moro na latitude 23 sul. 

Eu sofro demais com o frio, já passei férias no inverno do hemisfério norte mas agora eu evitarei a todo custo, já vi como é, é divertido sim se for pouquíssimos dias. Como ficamos 3 dias em Istambul eu não sofri tanto...hehehe


Fomos para o Changi Airport de Singapura que eu descobri que tem exatamente a minha idade, ou seja, foi inaugurado em 1981. Amei o aeroporto de Singapura, pena que não houve tempo para checar a acessibilidade por transporte público...mas como esse é um dos aeroportos mais movimentados e importantes do mundo, provavelmente terei que voltar a Singapura para conhecer uma outra megacidade muito perto dela, a qual já anotei todas as cias aéreas que levam para essa minha próxima megacidade asiática. Seguimos então para Istambul e confesso que eu tinha muitas expectativas sobre essa megacidade e todas elas foram superadas. 

Parte da cidade está no continente europeu e parte no continente asiático e toda hora eu me perguntava, será que Istambul é mais asiática ou mais européia? Assim que chegamos em Istambul, procuramos um taxi e eu fiz toda a negociação com uma empresa de taxi e o senhor na hora de preencher o papel pediu para o meu amigo Mário assinar. Eu fiquei passada com essa cena. Como se não fosse o suficiente na hora de entrar no carro o mesmo senhor abriu a porta de trás do carro para mim, eu educamente disse que iria na frente! Conclusão, diante dessa cena machista eu já comecei a detectar os primeiros sinais do machismo clássico europeu...hahahaha Mas visualmente Istambul é praticamente um país europeu!

Assim como em Singapura tivemos um problema com nossa reserva em Istambul. Diferentemente do que ocorreu lá  na "província" de Singapura, em Istambul a eficiência, a simpatia e a rapidez para solucionar o problema era digna de uma megacidade, todos saíram satisfeitos, o dono e nós, com algo muito simples que se chama diálogo. 

O termômetro da avenida principal marcava 3 graus...aquela fumacinha que saia da boca era visível. Meus amigos chegaram a me perguntar se estava tudo bem comigo, porque como sou muito falante eu estava em silêncio em Istambul. Eu disse a eles que o frio congelava o meu verdadeiro eu...hehehe

Mas o frio com céu limpo nos permitiu lindas fotos em Istambul, tivemos muita sorte. O inverno típico europeu é com chuva, daquelas bem fininhas e chatas. Escapamos dela no dia da nossa volta, e uma semana depois que já estávamos no Brasil teve uma nevasca em Istambul...hahaha Ufa, ainda bem que já estávamos de volta no nosso verão brasileiro! hehehe

Além do frio eu já estava bastante cansada, mas eu me mantive firme acompanhando meus amigos Mário e Roberto que adoram o frio, eles estavam super enérgicos em Istambul. Eu liguei o meu piloto automático e fui junto com eles...hehehe

Um país que tem infraestrutura, pessoas simpáticas e comida excelente conquistam imediatamente meu coração.

Essa foto foi perto do Bósforo num lugar que muitos locais comiam uma batata enorme e recheada apreciando a visão do Bósforo. 

Obviamente eu quis comer essa batata, mas tinham muitas barraquinhas para escolher e todos eram muito simpáticos, foi muito difícil escolher. Esses três turcos da foto, foram extremamente simpáticos. É incrível como eles ficam encantados quando dizemos que somos do Brasil, ganhamos até mais recheio na batata...hehehe

Outra coisa que pude constatar dos turcos é que além de serem muito simpáticos, eles são empáticos ao extremos, ou seja, sabem como se colocar no lugar do outro. Tive uma infecção no meu olho direito desde que cheguei em Istambul porque uso lentes de contato. Se observarem bem a foto, vão ver meu olho vermelho e só foi piorando. No penúltimo dia no grand bazar um senhor olhou pra mim e falou para eu ir imediatamente a uma farmácia. Eu não dei importância, achei que ia passar. Minutos depois em outra loja um outro senhor olhou pra mim e me deu um mapa com a indicação da farmácia também- ECZANE em turco. Pensei comigo: "meu olho deve estar horrível, acho que vou na farmácia". Segui as indicações precisas do mapa e comprei os colírios necessários e meu olho começou a voltar ao normal. Nem precisei passar no médico, no Brasil não pode comprar anti-inflamatório sem receita médica. Enfim, essa situação me fez gostar ainda mais do povo turco!

Meu amigo Mário tirou essa foto incrível da Turquia com as estrelinhas da União Européia. Enquanto o Mário é a favor da Turquia entrar na UE eu sou contra. Não tem cabimento a Turquia entrar na UE. A UE chegou no mais alto nível de integração econômica mas tem se mostrado falha porque simplesmente é impossível todos os países cumprirem e fiscalizarem todas as regras do acordo. Jim O'Neill classifica a Turquia como mercado em crescimento e por esse motivo, no meu ponto de vista, entrar na UE e adotar o Euro seria um retrocesso. Imaginem se o Brasil e os países latino americanos tivessem aceitado a ALCA, seria um desastre social, econômico e político, o Brasil não estaria como está hoje. É melhor crescer pouco a pouco como todos os problemas existentes do que ter um rápido e falso crescimento econômico. Grécia, Portugal e Espanha são fatos reais do falso crescimento e agora em crise. O caminho mais rápido pode parecer excelente mas nem sempre é o melhor caminho.

Minha conclusão sobre se a Turquia é mais européia ou asiática, eu concluí que é mais asiática, o povo é muito simpatico, se eles fossem grossos eu diria que era européia, mas não é o caso. Brinquei com meu amigo Mário que faltava uma última prova para saber ser era Europa ou Ásia. Meu shampo favorito da nívea eu só encontro na Europa, se eu encontrar em Istambul eu vou aceitar dizer que a Turquia é mais euorpéia. Procuramos em vários mercados e infelizmente não encontramos meu shampo...ou seja, a Turquia é asiática! hehehehe

Para terminar, adorei a megacidade Istambul, a arquitetura, o sistema de transporte  (avião, barco, trens, bondes, funiculares) a simpatia e empatia das pessoas e a diversificada e farta comida turca. Lembra muitas coisas do Brasil, enfim com certeza quero voltar a Turquia com mais tempo!

Uma megacidade jamais me decepcionou até agora, são 21 ao todo, com Istambul cheguei a 8 megacidades! A Turquia está recomendadíssima por quem escreve este blog!

domingo, 8 de abril de 2012

Monotrilho sim!

O monotrilho ou monorail em inglês é um tipo de transporte público existente no mundo desde 1907 na Alemanha e hoje há monotrilhos em diversos países. Na minha viagem multimodal pelo Sudeste Asiático tive a grande oportunidade de conhecer várias dessas composições em Bangkok, Kuala Lumpur e Singapura. 

Sou fã de trasnporte público, é uma das coisas que mais adoro conhecer quando estou em outros países, fico absolutamente encantada quando entro em um transporte público fora do Brasil. Abaixo apresento um vídeo com as fotos dos monotrilhos que andei em Bangkok, Kuala Lumpur e Singapura no sudeste asiático.

Confesso que quando se falava em monotrilho em São Paulo eu era contra, coisas que aprendi com arquitetos da Prefeitura de SP na minha época de agente ambiental anos atrás. Os arquitetos critivam e ainda criticam todo e qualquer transporte suspenso por pontes. Eu lembro de estar num mirante na Vila Prudente escutando as críticas do nosso"fura-fila", nosso quase monorail só que com ônibus que liga o Parque D Pedro II a Vila Prudente em 15 minutos. Na época da construção só houve críticas, hoje ninguém fala mal, muito pelo contrário. Eu só usei uma única vez e aproveitei para conversar com as pessoas que usam com frequencia, os poucos que conversei só tinham elogios. Quem critica o monotrilho tem uma coisa que eu costumo chamar de : resistência ao novo. Eu também tinha até chegar em Bangkok  (foto ao lado) e ver na Silom Street um monorail suspenso cortando toda a rua e abaixo o comércio intenso e muito próximo dos prédios. Foram 5 dias me acostumando com a visão da ponte do monorail assim que saíamos e chegavamos ao nosso hotel, é estranho sim, um impacto visual forte.

Não vou dizer que é lindo aquela ponte cortando toda a avenida, mas não é ruim, pois transporta muitas pessoas de um ponto a outro. Nenhuma cidade é inteiramente linda, um transporte público passando por cima de avenidas e no meio dos prédios, no meu ponto de vista não é de todo mal.

Em Kuala Lumpur também tem muitos monorails pela cidade, são simpáticos, bonitinhos e pequenos e mais que isso, leva muitas pessoas. Pegamos muitas vezes o monorail lotado. A única coisa ruim é quem tem escada rolante para subir mas para descer não, para quem está com mala tem que levar na mão. Na parte interior das pontes do monorail de Kuala Lumpur há mudas plantadas para evitar a degradação. Achei muito simpático o monorail de Kuala Lumpur!

Em Singapura há um trecho de monorail que liga a estação HarbourFront do MRT até a Sentosa beach station, achei uma graciosidade de monorail, amarelinho, pequeno e super silencioso. Era lotada também, parece que atende muitas pessoas. Adorei chegar na praia de metrô, tudo bem que era uma praia artificial com uma vista para os navios que chegavam num dos maiores portos do mundo, me lembrou muito nossa querida Santos. Duvidei muito da balneabilidade daquela água perto daqueles navios passando, não sei que órgão equivalente a Cetesb regula a balneabilidade de Sentosa beach. Senti muito lodo nos pés, nada agradável, mas tem monorail e uma infraestrutura absurdamente linda até a praia deles, isso é o que importa!

Diante de tudo isso eu fiquei feliz em saber que muitos projetos de monotrilho já foram aprovados em São Paulo. Até tomei um susto porque há muito mais críticas contra que a favor. Não é a melhor solução do mundo, é uma solução mediana para a tamanho de São Paulo, mas acho que vai ligar um pouco mais essa cidade super desconectada de tudo e que ainda motiva seus habitantes a terem carros.

O problema no Brasil sobre transporte público, no meu ponto de vista, está na mentalidade das pessoas. Ainda vai demorar muito para ter uma infraestrutura de transporte público adequada que motivem as pessoas a fazerem uso deles. Seguimos um modelo americano de ter carro, com a diferença que o brasileiro paga num carro que custou 25 mil reais, depois de 5 anos ele pagou 50 mil reais pagando prestação com juros altos, 90% dos brasileiros fazem isso, eles não tem um carro e sim uma dívida que circula pela cidade. E assim mantemos a cultura do carro e um repúdio enorme ao transporte público!

Governo e sociedade ainda não encontraram o mesmo diapasão, por isso vivemos em um caos em SP no transporte público!

Sim, eu sou super a favor do monotrilho em São Paulo, para quem utiliza transporte público e não carro trará muitos benefícios. Para quem nunca morou na periferia ou não sabe o que é entrar num transporte público lotado é fácil ser contra. Em nenhum momento afirmo que é a solução dos problemas de SP mas qualquer tipo de transporte público já ajuda pouco a pouco essa cidade. E claro sou mega a favor do metrô mas demora muito para construir, precisamos de soluções mais rápidas. São Paulo é uma cidade atrasada no quesito transporte público e isso me deixa em pane quando penso que vamos receber a Copa do Mundo! Se continuarmos a passos lentos vamos passar a maior vergonha do mundo. 

Eu já sugiro até um plano B, se não der para o Brasil transfiram para o Chile a Copa do Mundo!

PS.: Deixo um link muito interessante de um artigo de um engenheiro defendendo o monotrilho:

quarta-feira, 28 de março de 2012

Café da manhã na Ásia e no Brasil


Eu amei minha viagem a Ásia mas há uma coisa que eu não gostei de jeito nenhum, foi o café da manhã na Tailândia, Malásia e Singapura.


A foto ao lado foi do nosso café da manhã em Bangkok, todos os dias era a mesma coisa, não tem aquela variedade que estamos acostumados no Brasil. Esse pãozinho era até razoável depois daí era só pão de forma com uma margarina horrível. A nossa pior margarina no Brasil é o normal no sudeste asiático.

Eu lembro que quando chegamos em Singapura o Mário que é pessoa mais sossegada e tranquila do mundo e nunca reclama de nada disse: "Não aguento mais ver pão de forma com margarina na minha frente". Eu obviamente morri de rir...hahaha

Mas tivemos uma surpresa boa, depois de eu tanto insistir que queria conhecer a praia artificial de Singapura (Sentosa beach) na estação Sentosa nos deparamos com algo que parecia uma miragem: A Bread Talk. Quando eu vi fiquei emocionada porque lembrava a minha querida padaria Itiriki na Liberdade onde moro, eu diria que é igualzinha. Entramos enloquecidamente para comprar alguma coisa para tirar o gosto de pão de forma com magarina que nos perseguiu no sudeste asiático inteiro. Quem for a Ásia e estiver sofrendo com os péssimos cafés da manhã dalí vão até a Brad talk matar a saudade de variedades de pães doces e salgados, dica de sucesso e satisfação! Eu juro que achei que era uma miragem quando vi a Bread Talk...hehehehehe
Acima temos o Mário com suas aqusições de pãezinhos dignos muito parecidos com o que estamos acostumados em São Paulo. Ainda bem que os meninos aceitaram ir a Sentosa beach...senão voltaríamos decepcionados ao Brasil com os cafés da manhã na Ásia. O Mário já conhecia essa rede, disse que é muito famosa no sudeste asiático e que a matriz é em Singapura mesmo e existe desde 2000, ou seja, não faz tanto tempo assim. A bread talk é uma rede espalhada por vários países da Ásia, compensa o péssimo café da manhã oferecido pelas hospedagens. Mesmo quando fomos num hotel chic em Ao Nang o café da manhã era decepcionante.
 A foto ao lado é do café da manhã na Turquia, para os padrões da viagem esse era um café digníssimo e o detalhe perto do ovo, tem QUEIJO, um queijo muito saboroso. Que a produção leiteira seja abençoada na Turquia, eu estava começando a sofrer com a falta de queijo no sudeste asiático. Por isso que gosto de país grande com forte produção leiteira.

Tenho que dizer que amei a Turquia, amei Istambul, amei demais a gastronomia turca e amei a cia área deles a Turkish airlines, uma das melhores que já viajei até agora. A Turkish está de parabéns, era a mais barata para ir a Ásia, o serviço era 100% com pessoas super simpáticas e o cardápio era bastante variado e as bebidas também, podia escolher qual país eu queria o vinho. É a melhor relação custo-benefício para viajar para a Ásia, não é a tôa que a receita $$ dessa cia cresce ano a ano. Já é para mim a melhor cia aérea que eu já viajei!
 
Essa é uma foto de um café tipicamente brasileiro, esse é o padrão  básico que tem em qualquer hotel ou hostel simples. Não pode faltar presunto, queijo, mamão papaya, suco de laranja, um bolinho e pão de queijo, isso é o que eu considero mínimo no Brasil. Claro que há ainda lugares que colocam pão integral, queijo minas e peito de peru que eu também adoro....bem diferente do café da manhã no sudeste asiático! hehehe Mas isso não é um problema do sudeste asiático, nos nossos países vizinhos Argentina, Chile, Peru, Bolívia e até México era bem fraquinho o café da manhã. Na Europa também não era lá essas coisas, tudo muito básico até demais.

Viva o café da manhã no Brasil e na Turquia! E a existência da Bread talk também!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Singapura: chineses, revitalização urbana e densidade demográfica

Esse é um lindo bebê singaporiano que faz parte dos 77 % de chineses enquanto grupo étnico nesse país. O inglês e o chinês são os idiomas oficiais do país. Os bebês sempre sorriem para mim...a mãe desse bebê me pediu para tirar uma foto com o filho dela, obviamente já pedi uma foto pra mim também...hehehe Fiquei com vontade de ter um bebê asiático...como os bebês asiáticos são fofinhos! Preciso relatar também  que estou surpresa com os homens asiáticos, eu sempre achei que o homem asiático é via de regra machista! Talvez eu tenha me deparado com a exceção, nas vezes que eu estava sozinha sem meus dois amigos homens eu pude reparar algumas situações de muita simpatia e gentileza. Me surpreendi definitivamente com os homens asiáticos!


Singapura tem a maior roda gigante do mundo mas o mais legal dessa foto são as habitações atrás da parte superior da roda gigante entre o viaduto. Na beira do rio tem as famosas habitações construídas pelo governo de Singapura quando antes as pessoas moravam em submoradias precárias, num português mais claro...favela ou em inglês slum!

Sim, Singapura já teve muita pobreza sem saneamento básico mínimo há muuuuuitos anos atrás, não inventei da minha cabeça...está no relatório do Banco Mundial com referências e tudo mais. Eu estava louca para ver essas habitações porque elas são muito parecidas com as habitações que foram criadas no governo do Maluf em São Paulo que se chamava "Projeto Singapura", é igualzinho mesmo aos de Singapura, inclusive as cores. Vimos o projeto original no país mesmo...hehehe pena que não chegamos mais perto para ver como está ao redor. Amo áreas revitalizadas, o que antes era precário hoje é habitável.  A foto ao lado é uma área totalmente revitalizada, fica o principal símbolo da cidade: o Merlion que é metade peixe e metade leão. Segundo o que eu entendi, representa o que antes era uma província de pescadores e hoje a força e a pujança de um leão.  Não tem mais a província de pescadores....mas o ar provinciano permanece na cidade que dizem que nova Manhatan da Ásia. A grande diferença é que Manhatan é cosmopolita e Singapura infelizmente não é, teria tudo pra ser mas nunca será cosmopolita..! É o que eu chamo de "falso cosmopolismo"...parece cosmopolita mas na essência é provinciana, afirmo sem o menor receio!

Conheci o museu das civilizações asiáticas em Singapura, fiquei enloquecida e apaixonada por esse museu. Percebi o quanto é importante para o país deixar registrado o que era o país e o que é, a idéia do antes e o depois é muito forte em Singaoura, adorei isso! Para quem é geógrafa não dá para olhar uma cidade como apenas uma cidade linda hoje, é preciso saber como era antes e como foi mudando...isso pouca gente dá importância. Brasil, Índia e China estão passando fortemente por esse processo, é assutador as mudanças que as cidades desses países vem sofrendo.

Acima é uma foto de uma estação de metrô lotadíssima. Singapura é simplesmente a segunda maior densidade demográfica do mundo com 6.814 habitantes por km2 considerando país. Para se ter uma idéia, Tókyo tem 14.000 habitantes por km2 e São Paulo tem 7.383 habitantes por km2.  Em Singapura eu me lembrei muito de São Paulo que é lotada também. A grande diferença é que em SP tem espaço para fugir da aglomeração...agora em Singapura que é uma ilhota...eles não tem opção e a cidade não tem para onde crescer. 

Ao lado sou eu no meio do aglomerado humano no metrô.  Não é tôa que tem um pessoal estressado alí, muita gente junta e espremida. Achei o metrô muito lindo e moderno, adorei! Singapura é um país 100% urbano, não tem nem 0,1% de área rural. Por causa desse probleminha de falta de espaço, eles são obrigados a importar TUDO inclusive a água. Depois de Singapura eu fico com a impressão que o Brasil é um exagero de país, tudo é tão superlativo aqui que não sabemos aproveitar o que temos. Quando penso que temos vários problemas na agricultura...em Singapura não tem nem como ter qualquer tipo de problema agrário, simplesmente se resolve importando tudo! Como em Singapura já estávamos quase no final da nossa viagem eu já estava sofrendo por ficar muito tempo sem comer queijo, sou viciada em queijo. Fomos num mercado local e encontrei queijo inglês...ai que alívio, saí do mercado e já comecei a matar saudade de queijo. Comi na rua mesmo, me parece que é proibido comer na rua...tive que comer meio que escondida.

É um país pequeno mas com muitos assuntos para escrever nos próximos posts! No útlimo post sobre Singapura eu faço uma conclusão e tentarei responder sobre a provocação do primeiro post...sobre a felicidade em Singapura!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Singapura: impressões iniciais

Num vôo de Las Vegas para São Paulo conheci um senhor que viajou o mundo todo, pelo menos uns 30 países. Eu estava muito cansada mas não conseguia deixar de escutar suas aventuras e uma delas foi sobre Singapura. Ele ficou falando pelo menos 1 hora sobre essa cidade-estado Singapura e me descreveu que era uma cidade absolutamente incrível, linda, moderna porém no final ele me falou: "Singapura é perfeita mas tem um problema." Esse problema nos levou a mais uma hora de reflexão! hehe E foi exatamente esse problema que mais me motivou a conhecer Singapura. No final do post eu falo qual é o X da questão...hehehe 

Partimos de Kuala Lumpur para Singapura numa viagem de trem numa cama que custou 40 ringts malaio, o equivalente a 20 reais e durou 7 horas.  Uma viagem maravilhosa já que sou apaixonadíssima por trens, por mim eu viajaria o mundo todo de trem, foto ao lado. Foi o máximo fazer a imigração deitada na minha cama no trem!  Mas Singapura é tão pequena que assim que fizemos a saída da Malásia o trem cruzou uma ponte e chegamos na pequena ilha de Singapura. Aproximadamente 99% da viagem foi em território da Malásia! hehehe O 1% da viagem corresponde a Singapura!

A foto ao lado é do nosso trem cama de 20 reais! Dessa vez não tivemos a mesma surpresa que na chegada a Kuala Lumpur porque o meu grande e querido amigo Mário já havia comprado dolar de Singapura. Na estação não encontrei nenhuma casa de câmbio, ou seja, uma lição eu aprendi esses países da Ásia não tem casa de câmbio nos meios de transporte terrestre. Ponto positivo para a Bolívia e o Peru que TEM casa de câmbio na fronteira! hehehe

Assim que chegamos descobrimos que não há metrô conectado a estão de trem, pensei comigo...um país minúsculo não tem metrô ligado ao trem? O jeito foi ter que pegar um ônibus até o metrô e para minha surpresa eu já pude perceber de cara a altíssima densidade demográfica desse país, muita gente. Não parava de chegar gente no ponto de ônibus e os ônibus vinham lotado e nós com nossas malas no meio daquela multidão.

Não havia informação que tínhamos que ter moedas no ônibus, se a passagem é 1,20 e vc não tem moedas o jeito é pagar 2 dolares. O sistema não permite troco, olha que país incrível...tem um sistema INFLEXÍVEL.  No ônibus lotado lá fomos nós com nossas malas, as pessoas usam cartão tipo o nosso bilhete único e eu cheguei a ver algumas pessoas não pagarem a passagem...isso me chamou a atenção, mas é tanta gente que não sei se alguém controla quem paga ou não.

Isso porque se trata de um país com regras muito claras espalhadas por todos os cantos (foto ao lado), até a fruta típica deles "durians" é proibido de comer.

Chegamos no metrô e para mim seria um parto descobrir tudo o que o Mário em alguns poucos minutos descobriu, tinha que adquirir cartão em um lugar, depois carregar em outra fila e a estação lotada de gente apressada e muitas pessoas impacientes. Preciso fazer uma observação que o Mário tem uma capacidade e facilidade de se adaptar rapidamente aos lugares, em poucos minutos ele já era um nativo singaporense!

Chegamos no bairro Clark Quay e no nosso hostel, depois de subir 4 andares de escada eu cheguei na recepção e falei "good morning" e eis a resposta: "passport" do dono da hospedagem. Mal cheguei e o cara não consegue nem ao menos responder ao meu bom dia...isso já foi me deixando irritada. Expliquei que tivemos uma pequena mudança na reserva e avisamos com 30 horas de antecedência por email, mas o dono me explicou que de acordo com a REGRA eu teria que ter avisado com 48 horas de antecedência sobre a mudança da reserva e não com 30 horas. Aí foi o estopim pra mim, fiquei irritadíssima. É muito difícil eu me irritar e minha recepção em Singapura foi assim. Ficou muito claro como a princípio me pareceu um país com pessoas INFLEXÍVEIS. O sistema de ônibus ser inflexível é até compreensível...mas o ser humano ser inflexível...fiquei irritada.

Enquanto o Mário me esperava resolver o problema ele tentou sondar outra hospedagem mas até o Mário começou a se irritar com os singaporenses. Voltei e disse que teríamos que aceitar a regra mesmo contrariada mas só entraríamos no quarto as 14h e eram 9h da manhã. O Mário e eu fizemos questão de chegar as 14h para ocupar o quarto e qual nossa surpresa. As 14h o quarto não estava pronto...ou seja, contraditório num país de regras, só as 14h30 ocupamos o quarto. Nisso eu não parava de falar: Mário, estamos numa província e não num país, isso é uma província...

Mas nada como almoçar bem para relaxar desse stress inicial, passeamos pelo bairro China Town de Singapura e logo começamos a pirar com a diversidade de coisas e pessoas no local.

Até que finalmente encontramos um Hawker Center (foto ao lado) que são galpões tipo praça de alimentação que são MARAVILHOSOS, me encantei rapidamente pelos hawker centers.

Muito organizado, limpo e com comidas asiáticas bastante diversificadas mas o melhor de tudo, muito barato. Singapura não é uma cidade barata, é duas posições mais cara que São Paulo, mas a comida nos hawker centers são bem acessíveis.

Depois de almoçar, durmi a tarde toda porque eu já estava bastante cansada da viagem. A noite fomos caminhar nas proximidades do rio da cidade onde tem muitos bares e restaurantes, uma área revitalizada lindíssima.

Nessa região pude perceber a imensa quantidade de ocidentais, muito provavelmente são expatriados que trabalham nas multinacionais da região. Pude perceber a felicidade estampada na cara dos expatriados, rindo, bebendo, se divertindo em plena quarta-feira a noite com uma temperatura agradabilíssima.

Para fechar o primeiro dia em Singapura me deparei com casa noturna e obtive a informação que naquele dia mulher entrava de graça. Voltei mais tarde e tive outra surpresa, não só a festa era de graça como a bebida também....hahahaha Meu dia foi totalmente ganho, comecei a amar Singapura! Minha única festa da viagem foi de graça, me diverti muito. Meu equilíbrio que fui buscar na Ásia foi para o espaço nesta noite...hehehe Mas como diz a própria cultura asiática, não existe o equilíbrio sem os desequilíbrios! Ainda bem! hehehe

O X da questão sobre o problema de Singapura que o senhor me falou é justamente as pessoas que alí vivem, uma coisa são os locais e outra coisa são os expatriados. O senhor que me inspirou a ir a Singapura me falou a seguinte frase sobre os locais (e não sobre os expatriados):
"As pessoas não são felizes em Singapura". Fica a provocação e a reflexão. Isso requer mais um post!