terça-feira, 27 de setembro de 2011

Comparando países!

Estou trabalhado bastante o que vem dificultando escrever aqui no blog, para desestressar resolvi escrever este post. Comparar países não é algo tão simples quanto parece e mais difícil ainda é comparar dados estatísticos entre os países, mas para uma análise bem geral, a análise de países é interessante.

Estou estudando aos poucos os 4 novos países que vou conhecer nas minhas próximas férias e aproveitei pata testar a nova ferramenta da Google Public Data Explore. Essa ferramenta permite montar gráficos com as informações diversas sobre os países e comparar quantos países quiser.

No meu caso eu escolhi os 4 países que vou conhecer: Tailândia, Malásia, Singapura e Turquia; Coloquei também meu país para ter como referência.

O primeiro ítem que escolhi foi população, é sempre bom ter uma noção da população absoluta. A Turquia será o país mais populoso da minha viagem, 75 milhões de habitantes é mais ou menos a soma dos estados de SP, MG e RJ! A Turquia tem uma população considerável! A Tailândia também é populosa, é mais ou menos a população da Argentina e Austrália juntas.
A população da Malásia é pequena mas é mais ou menos a soma da população de Portugal, Grécia e Suiça. E finalmente temos a pequena Singapura com 4,8 milhões de habitantes, simplesmente 44% da população de São Paulo, ou então do tamanho da cidade de Toronto no Canadá.

A análise do PIB é interessante, pelo gráfico podemos dizer que a riqueza de um país é porporcional ao seu tamanho, o Brasil tem o maior PIB e Singapura o menor PIB, até aqui nenhuma ciência.


Mas quando analisamos o PIB per capita, obviamente, Singapura dispara. Ano a ano o PIB percapita aumenta consideravelmente em Singapura, muito mais que nos outros países. Um fator que favorece Singapura é o próprio tamanho populacional do país, um país de 4,8 milhões de habitantes. Eu não vejo nada de incrível ter um PIB per capita alto, eu diria até que é um outlier! O PIB per capita dos outros países populosos crescem de forma mais ou menos parecida.



A taxa de desemprego é outro dado interessante porém confuso. É confuso porque o desemprego é fortemente influenciado pelas políticas macroeconômicas e microeconômicas. É uma pena que o dado vai até 2008...eu já queria ver como estava em 2010. Considerando que a Espanha está com o desemprego em torno de 22%, todos os países que vou visitar estão com taxa abaixo de 10%. Aliás o Brasil tem uma taxa de desemprego muito parecida com a taxa da Alemanha. Definitivamente o mundo mudou, ou melhor, o Brasil mudou!



Os desastres naturais me interessam, eu amo esse tipo de dado. Nunca um desastre natural me atingiu...mas nunca se sabe, é questão de sorte. Terremoto é muito comum no sudeste asiático e pesquisando descobri que os cientistas aguardam um super terremoto na região do sudeste asiático. Espero que não venha ocorrer exatamente na minha visita, mas outros de menor intensidade eu gostaria de sentir! hehehe


O último dado é a emisão per capita de dióxido de Carbono, sinto que terei que usar uma máscara para visitar Singapura! hehehe O PIB per capita alto não interfere no meio...mas a emisão alta de CO2 interfere no ar que se respira. Terei que investigar a questão do meio ambiente em Singapura.


Enfim, essa análise foi feita só para me divertir mesmo, eu particularmente não sou muito fã de comparações entre países. Os dados comparativos dizem alguma coisa mas não dizem muito, é bem superficial, é a característica dos dados de países. Eu gosto mais dos dados de cidades, comparar cidades...acho que faz mais sentido, é mais difícil mas é mais interessante. Na escala de cidades a Google Public Data Explore ainda não chegou.

O próximo post vou comparar as cidades que vou visitar!

domingo, 18 de setembro de 2011

Nosso primeiro mergulho!

Acabo de voltar de um final de semana incrível em Ubatuba depois de realizar 4 mergulhos para conseguir a certificação reconhecida internacionalmente chamada de PADI. Vou relatar aqui minha experiência de mergulhar por partes:

Parte 1: O medo
Sempre tive um pavor muito grande de água, um trauma que eu criei em função das histórias aterrorizantes da minha mãe nos rios da Amazônia, eu tinha medo até de piscina. O ambiente aquático sempre foi um medo muito grande que eu sempre tive desde criança.

Parte 2: Superando o medo
Essa parte é dedicada a minha amiga Fernanda (foto ao lado na Marina de Ubatuba), graças a ela eu fui superando o meu medo de água. A Fernanda sempre teve uma facilidade incrível para a água, nada com a maior tranquilidade, pula nos rios, faz tiroleza na água e tudo mais. Eu sempre ficava olhando de longe. Na faculdade ela sempre falava que queria fazer o curso de mergulho, que queria mergulhar e etc. Ela me falava pra fazer o curso...mas nem nadar na época eu sabia. Nas várias viagens pela faculdade a Fernanda sempre me levava nas costas, como aconteceu na Ilha Grande e em tantos outros lugares, já quase nos afogamos devido ao meu desespero. Enfim, a Fê viu de perto o meu pavor de água mas sempre me incentivava e me tranquilizava.

Parte 3: Nadar é preciso
Na faculdade eu comecei a fazer natação...eu me divertia muito, mas aprender que é bom não aprendi, era mais recreação do que qualquer outra coisa. Aliás minha amiga Andréia quase me afogou em um das aulas...hahaha Mas aí quando eu terminei a faculdade eu decidi aprender a nadar de verdade. Foram uns 2 anos de natação mais ou menos até eu ganhar confiança. Uma vez que você sabe nadar...tudo fica mais fácil.

Parte 4: O ambiente aquático no Brasil
Há lugares lindíssimos no Brasil em ambientes aquáticos, tantos nos rios como no mar como a foto ao lado na Ilha das Couves, Recreio das Borboletas. Mas começamos nossas aventuras aquáticas desde Bonito no Mato Grosso do Sul e já compramos nossos primeiros equipamentos: o óculos e o snorkel. Foi um excelente começo, ver o fundo do rio e aqueles peixes de pertinho deu uma sensação maravilhosa, aquela flora subaquática.. aquele silêncio, uma tranquilidade, uma paz de espírito indescritível. Depois fomos para as galés de Maragogi em Alagoas e depois Abrolhos no sul da Bahia, aliás Abrolhos é o fundo do meu blog. Em Abrolhos decidimos que tínhamos que fazer o curso em algum momento de nossas vidas pois a maioria que estava no barco falou que não dá pra conhecer Fernando de Noronha sem mergulhar. Como Noronha é um grande objetivo nosso de conhecer, decidimos que faríamos o curso.

Parte 5: O curso
Eu e a Fê fizemos o curso em dezembro de 2010, lá conhecemos a Joice que também sempre quis mergulhar (Foto ao lado na Ilha das Couves em Ubatuba). Fizemos o curso com a Dive Buddy .De nós três, a Joice era quem tinha o melhor desempenho nos exercícios. Eu era a quem tinha mais medo. Terminamos o curso em 1 semana, fizemos a provinha e só faltava fazer o check out, ou seja, a saída para o mar mesmo. Mas aí, férias, viagens, carnaval, trabalho...e com a chegada no inverno deixamos o check out para agora setembro de 2011. A PADI recomenda fazer o check out até 1 ano após fazer o curso...já estávamos quase deixando completar 1 ano.

Parte 6: O check out
Nosso check out foi feito pela agência Omnimare de Ubatuba, a tripulação do barco foi maravilhosa. Eu não tenho palavras para descrever a simpatia, tranquilidade, cuidado, tudo para que nosso mergulho fosse o mais perfeito possível.

Nossos 2 primeiros mergulhos foi na Ilha Vitória em Ilha Bela, visibilidade de 8 metros e 20 graus de temperatura, fomos a 13,5 metros de profundidade. No começo é difícil coordenar o equilíbrio na água, a equalização dos ouvidos e o medo.


Na nossa primeira tentativa de descida achamos que não íamos conseguir, mas nossa instrutora sempre nos tranquilizava até que finalmente conseguimos chegar no fundo e começamos a explorar os rochedos. Eu com meu medo tive que segurar na mão da instrutora no começo...hehehe depois que adquiri confiança ela soltou a minha mão! Teve um momento no segundo mergulho que eu me enrosquei na rocha...me bateu o desespero e comecei a subir.

Todo mundo fala que mergulho é tranquilidade, é ótimo mesmo treinar isso embaixo d´água. Nossa amiga Joice teve vários problemas, regulador não funcionava, a roupa apertava demais, sangrou o nariz dela....mas nos outros 2 mergulhos no dia seguinte na Ilha das Couves foi mais tranquilo para nós três. Fizemos todos os exercícios com mais tranquilidade e menos medo. Aos poucos fomos nos acostumando a esso novo ambiente.

Parte 7: O esquecimento
Eu tenho uma mania incrível de perder coisas, em toda viagem eu sempre perco algo. Em terra isso é muito comum acontecer comigo...mas não imaginava que na água também ia me acontecer. Perdi meus óculos e meu snorkel no meu último mergulho....hehehe comecei super bem!

Parte 8: Planos futuros
Conseguimos nossa certificação de mergulho e agora vamos mergulhar periodicamente para não perder a prática. Vamos mergulhar em Paraty em dezembro mas a idéia no futuro é mergulhar em Fernando de Noronha onde dizem que é o melhor lugar de mergulho no Brasil, checaremos isso a fundo..hehehe. Ao menos um grande passo já foi dado até chegarmos em Noronha!

Parte 9: Agradecimento
A escola de mergulho, às nossas instrutoras Karen no curso teórico e na piscina e a Heloísa no check out, adoro pessoas didáticas e pacientes. Para qualquer tipo de esporte é fundamental ter excelentes instrutores e nós tivemos. A tripulação da Omnimare que foi maravilhosa conosco, ao excelente tempo sem chuvas, a Joice e principalmente a minha amiga Fernanda quem me fez superar um grande medo, eu diria até, pavor de água. Se eu consegui, qualquer pessoa com muito medo de água aos poucos consegue superar o medo! Tudo na vida é possível aprender desde que com calma, paciência e objetivo de superar os obstáculos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Revelando São Paulo 2011: Primeiras impressões

É com muita alegria que escrevo esse post para relatar minhas primeiras impressões sobre a o festival da cultura paulista conhecida como Revelando São Paulo 2011. Trata-se da 15 edição do evento que reune o que há de mais rico da cultura do Estado de São Paulo.

O Estado de São Paulo tem simplesmente 41 milhões de habitantes distribuídos em 645 municípios. Para ter uma idéia da dimensão da população a Espanha tem 45 milhões de habitantes, ou seja, falo de um estado que tem a dimensão de um país.

O estado mais populoso e rico economicamente, ou seja, o maior PIB do Brasil tem uma riqueza cultural fantástica.

O evento começou hoje e eu estava louca para ver as barraquinhas de artesanato e principalmente as barraquinhas gastronômicas. Me deparei com essa frase sensacional: Melhor chegar atrasado neste mundo, que adiantado no outro! Simplesmente uma frase genial!

É difícil dizer qual a melhor comida, todos os municípios representados trazem uma riqueza de sabores indescritível, tem desde carne, peixes, frango, porco até ostra. O prato ao lado parecia muito a paella espanhola mas é um prato típico do interior.

A grande notícia desse evento é que vai durar 10 dias a partir de hoje, ou seja é possível escolher um ou mais dias para apreciar os vários pratos típicos do interior. Uma outra grande vantagem do evento é que a entrada é totalmente gratuita e o preço dos pratos são muito acessíveis. Um prato de tucunaré para 3 pessoas custa 22 reais, esse prato da foto custa 10 reais. Dá pra almoçar ou jantar porque há diversas mesas espalhadas no galpão do parque do Trote na Vila Guilherme na zona norte de São Paulo.

Além de pratos principais é possível conhecer os bolinhos típicos do interior. Como eu conheci o bolinho de Itapetininga na própria cidade nesse evento esse bolinho está lá por apenas 2 reais. Na região da avenida paulista também tem o bolinho de itapetininga mas bem menor e muito mais caro. A primeira coisa que comi foi o bolinho de itapetininga...já está virando meu ritual.

Andando mais um pouco eu conheco o bolinho de mandioca de Buri que por sinal essa cidade tem várias opções de ecoturismo. Ou seja, eu sinto que terei que conhecer essa cidade em breve. O mundo tem lugares incríveis mas o estado de São Paulo então nem se fala.

Eu como tenho na minha origem a influência do rio e do mar eu sou apaixonada por tudo que vem desses habitats. Eu sempre como ostra no mercado municipal de São Paulo e que são provenientes de Cananéia, quando eu me deparei com a barraca de Cananéia eu quase tive um treco de emoção, foto ao lado!

Aprendi que há diversos tipos de ostra, uma de mangue e outra é do pacífico, espécie encontrada em Santa Catarina. As ostras de Cananéia são de mangue, muito saborosas e com o toque especial do limão cravo, típico do interior.

Enfim, fica a minha dica para os próximos 10 dias conhecer essas e outros pratos típicos do interior de São Paulo, é surpreendente mesmo saber que a nossa cultura é tão diversa. Mais do que puxar o R para falar, temos muito que aprender com a cultura do interior. Se já é difícil os paulistanos conhecerem a própria cidade, imaginem o próprio estado com a dimensão de um país!

Isso sim é um evento de altíssimo nível cultural com direito a muita simpatia e repleto de simplicidade muito característico dos paulistas!

Agradeço muito ao meu grande amigo e como costumo brincar... meu instrutor de gastronomia Mário, com quem aprendo sempre!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Sentimento de culpa

Esse post já estava pronto...mas esqueci de publicar! hehehe

Geoiarinha também é reflexão e escrevi esse post porque um assunto muito interessante surgiu numa sala de espera. Enquanto eu aguardava conversei com uma jovem super entusiasmada, motivada e feliz. É legal se deparar com pessoas assim logo pela manhã.

Eu não sei como mas ela chegou no assunto muito interessante chamado CULPA! Ela chegou a recitar frases que ela aprendeu com a mãe dela sobre esse sentimento. Ela disse que na vida não devemos nunca culpar os outros dos nossos erros ou dos nossos acertos, que somos nós mesmos responsáveis pelo nosso sucesso ou não.

Eu achei tão bacana escutar isso de alguém desconhecida naquele dia naquele momento. Às vezes fazemos agimos assim e nem percebemos que é o certo mesmo. Ela falou que o único problema é as pessoas entenderem isso porque é tão fácil culpar os outros mas é extremamente difícil assumir a culpa.

Daí eu li essa frase que resume bem a idéia de hoje:

"O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum atribui aos outros."

Genial, não?

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

São Paulo por uma paulistana!

Confesso que quando voltei do nordeste e escutei o piloto informar a temperatura de São Paulo: "11 graus" fiquei morrendo de ódio de Sampa! hehehe O céu todo encoberto, aquele vento gelado depois de dias incríveis no nordeste não tem bom humor que resista a baixas temperaturas.

Mas aí quando eu ando na avenida paulista, tomo meu capuccino e assisto um bom filme tudo muda. Diga-se de passagem, é a minha avenida favorita, nem a 5 avenida de Nova York e nem a Champs Elysee de Paris superam a emoção de andar na mais paulista das avenidas.

Uma paulistana que trocou a vida de Sampa por Pipa no Rio Grande do Norte me comentou que ama estar de férias em São Paulo, quem não tem coisa melhor do mundo. Como eu ainda estava de férias quando voltei a São Paulo eu tratei de aproveitar essa sensação dessa minha conterrânea.

Um belo dia eu e minha amiga Fernanda decidimos fazer uma trilha no Parque da Cantareira e um pic nic. Há que se dizer que os parques estaduais de São Paulo são um excelente exemplo do que é infraestrutura e organização. Há um guia-passaporte vendido em todos os parques em que depois das trilhas você pode carimbar com a data em que fez a trilhas. As trilhas são todas mapeadas e classificadas de acordo com 3 três níveis de dificuldade: baixa, média e difícil.

Na foto sou eu na trilha da Pedra Grande que dá vista para a mancha urbana de São Paulo e o nosso pic nic. Essa trilha é considerada difícil e no final de todas as trilhas tem bebedouro e banheiros limpíssimos. Um orgulho meu estado de SP. Encontrei muitos japoneses fazendo essa trilha, parece que eles adoram ir na Pedra Grande.

Um lugar que eu não me canso de ir é o Mercado Municipal de São Paulo, numa bela tarde combinei de última hora com a minha amiga Fernanda de lanchar no "mercadão". Na foto é o sanduiche do Hocca Bar...também meu favorito.

O mercadão é um dos meus lugares favoritos de São Paulo e todas as vezes que vou lá vejo muitos conhecendo alí pela primeira vez. Ainda há muitos paulistanos que nem sequer visitou o mercadão, não é piada isso. Vejo sempre muitos estrangeiros conhecendo alí...mas muitos paulistanos também pela primeira vez. É uma pena porque é um programa imperdível para quem mora nessa cidade. Obviamente de sábado é mega lotado, eu prefiro ir durante a semana, mas de domingo é bem tranquilo almoçar lá no mercadão. Fica a dica!

Uma outra dica que dou é conhecer a Pizzaria Castelões, é a pizzaria mais antiga de São Paulo, é de 1929 e fica no tradicional bairro do Brás. É outro lugar que poucos paulistanos conhecem, aliás eu vejo se uma pessoa é paulistana mesmo pelos lugares que a pessoa conhece.

Conhecer tudo em São Paulo é impossível mas tem muitas coisas que são básicas, essa pizzaria pra mim é uma delas. Fui no meu último dia de férias num domingo à noite junto com minha amiga carioca Cris e meu novo amigo paulistano que já conhecia esse lugar Marcus.

Depois de tanta comilança nessa cidade é sempre bom caminhar ou correr em alguns dos tantos parques da cidade. Conheci o parque do carmo que fica no extremo na zona leste de São Paulo. Eu não conhecia esse parque...até porque é bem longe do centro de São Paulo. Foto ao lado!

É um parque muito bonito, limpo, com churrasqueiras e numa área muito grande. Neste parque tem o maior número de árvores de cerejeiras fora do Japão.

Todos os anos nesse parque é celebrado a Festa das Cerejeiras que o no Japão seria o equivalente ao Festival da Sakura. No Japão é sempre em abril e no Brasil costuma ser em Julho.

O Festival das cerejeiras aqui em São Paulo estava simplesmente na 33 edição e pude perceber mais do que o normal a união da comunidade nipônica em São Paulo.

Na foto é um senhor comendo seu bentô sob uma das cerejeiras, adoro ver essas pessoas.

Acho que São Paulo é esse mix cultural no mesmo território onde descendentes preservam sua cultura, onde japoneses, chineses, coreanos dividem a mesma cidade sem problema algum.

Essas fotos foram tiradas em julho no nosso inverno. Eu odeio o frio mas quando penso que em muitos dias de inverno aqui em São Paulo os termômetros chegam a 28 graus...eu me orgulho de morar nessa cidade.

Enquanto Tókyo tem terremoto, Nova York tem terremoto e tem furacão Irene, na cidade do México tem comida sem higiene e tem tem terremoto também...eu fico com a minha poluída São Paulo, dos males acho que esse é o menor....hehehe

domingo, 21 de agosto de 2011

Uma cidade interessante!

Há muito tempo um grande amigo de Manaus se mudou para a cidade de João Pessoa com a família e todas as vezes que ele tinha que trabalhar em São Paulo ele visitava minha família. Desde sempre escutei ele falar muito bem de João Pessoa e da qualidade de vida que se tinha nessa cidade. Posteriormente amigos que visitaram todo o nordesde já haviam me dito que João Pessoa é uma das capitais mais tranquilas do nordeste.

As minhas expectativas de conhecer João Pessoa (ou carinhosamente Jampa) só foram aumentando até conhecê-la finalmente. Cheguei numa segunda-feira com um tempo nublado e os dois primeiros dias só choviam nessa cidade.

Inicialmente pensei que iria me frustar diante de tanta expectativa prévia. Sabe-se que não é bom criar muitas expectativas sobre as coisas....mas nesse caso elas foram melhores do que pensei pois a previsão inicial era ficar 2 dias nessa cidade e acabei ficando 4 dias...hehehe 2 dias com chuva e 2 dias com muito sol!

Ainda bem que o sol resolveu aparecer e pude conhecer os lugares que havia planejado e relatar minhas excelentes impressões sobre essa cidade. A foto ao lado é a Ponta do Seixas, o ponto mais oriental das Américas e sim, João Pessoa é tudo aquilo que meus amigos haviam dito, eu diria até que é a cidade litorânea mais tranquila do Brasil. É a capital do nordeste com a menor desigualdade social. A infraestrutura é muito boa para uma cidade com 723 mil habitantes e tem uma das orlas mais lindas do nordeste.

Por coincidência assim que cheguei em Jampa eu tive que ir no banco e na fila do caixa eu encontrei um geógrafo que era formado e monitor de uma disciplina na época em que eu era estudante. Nós reconhecemos e ele trabalhava com geografia em JP e já fez toda uma análise sobre a cidade. Adoro os pontos de vista dos geógrafos! Ele me relatou que há favelas sim mas que ficam nos vales afastados da cidade mas que no balanço geral a cidade é extremamente segura. Esse geógrafo não troca Jampa por nada nesse mundo.....hehehe eu acho que também não trocaria!

Pude perceber a excelente qualidade de vida observando famílias inteiras num dia de semana comum passeando no fim da tarde. Numa quinta-feira a tarde eu deixei de ver o por do sol do Jacaré para correr no calçadão das praia de Manaíra e Tambaú . A orla estava bem cheia para um dia de semana e detalhe...até a noite muita gente fica correndo e passeando na orla.

Um passeio imperdível para quem vai a João Pessoa é o passeio de buggy pelo litoral sul. Eu fechei o buggy junto com meu amigo Cristiano e na última hora um americano (foto acima) também resolveu fazer esse passeio . Aliás me convenço cada vez mais que os americanos são muito cosmopolitas...além de serem lindos, educados e muito simpáticos! hehehe


O passeio do litoral sul inclui a famosa praia de Tambaba que para quem não sabe é a primeira praia de naturismo do Brasil estabelecida por uma lei municipal.

Há regras para entrar nessa praia, entram apenas casais ou famílias com criança ou mulher sozinha. Homem não pode entrar sozinho. Como estávamos em 2 homens e uma mulher (no caso eu) não sabíamos como iríamos entrar...até que na entrada nos informaram que nós 3 poderíamos entrar juntos, ou seja, eu entrei em Tambaba com 2 amigos homens....hehehe Uma vez que você sobe as escadinhas e encontra a placa acima e um balcão... você é obrigado a tirar a roupa, no bar da praia os garçons também estão sem roupa.

Obviamente eu morri de vergonha diante dos meus dois novos amigos...é uma situação constrangedora...não tem como ficar a vontade. A praia de tambaba é linda (foto), não há dúvidas sobre isso, aquelas rochas no meio da praia dá todo um charme para o lugar. O mar em sí eu achei agitado demais para o meu gosto, prefiro praias sem ondas.

Vimos poucas pessoas, famílias e mais casais, na verdade é um ambiente muito tranquilo e foi uma experiência interessante estar com duas pessoas que eu mal conheciam.

Depois seguimos para a praia de coqueirinho para almoçar quando eu recebi a grande notícia de que mudaria um dos meus 2 empregos. A cultura japonesa volta a fazer parte novamente da minha vida mais do que nunca. É muito bom estar em férias e saber que na volta haverá um novo lugar de trabalho. Foram muitas emoções num dia só!!!

Para fechar tenho que dizer que João Pessoa tem um dos restaurantes mais incríveis do Brasil, o famoso restaurante Mangai com todas as comidas típicas do nordeste. Eu fiquei enloquecida com as opções do enorme buffet por quilo. Sou apaixonada pela comida nordestina...principalmente por escondidinho de carne seca, aliás tudo que tem carne seca eu amo. A macacheira do nordeste é incrível, quando cozida ela fica todo molinha parecendo uma papa...com manteiga da terra fica soborosíssima!

Amei João Pessoa, a comida nordestina e por fim o Brasil que é um mundo a parte ainda a ser explorado por quem escreve esse post!

Observações:

- Está difícil escrever regularmente no blog...ter 2 férias de 30 dias cada exige sacrifícios! hehe
-Tentarei retomar o blog com novos rankings e novos posts sobre assuntos que eu achar interessante compartilhar no blog.
- Geoiarinha chegará a 50.000 acessos em breve com 2 anos de existência! Não é nada mas é bem significante para mim! Obrigada ;-)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Região nordeste: balanço das férias!

Depois de conhecer Natal, Pipa, João Pessoa, Recife e visitar novamente o Rio de Janeiro percorrendo ao todo 4.982 Km posso dizer que fechei minhas férias com chaves de ouro! Foram muitas histórias, muita diversão, paisagens incrivelmente lindas, praias maravilhosas e novos amigos no facebook hehehe!

Como completei 30 anos em junho eu resolvi me presentear com uma viagem pelo nordeste do Brasil. Eu quero sempre que possível pisar e conhecer alguma cidade do nordeste, são 9 estados com milhões de opções de lugares para visitar.

Foi a terceira vez que visito o nordeste, a primeira vez conheci Salvador, da segunda vez conheci Alagoas e agora conheci mais 3 estados (Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco), num total de 5 estados, faltam mais 4 estados para conhecer todo o nordeste! Deve ser mania de geógrafa contar quantos lugares já visitei.

Decidi fazer essa viagem sozinha, até porque a maioria dos meus amigos já conheciam lá. É engraçado que muita gente se assusta quando eu digo que viajo sozinha...é tão normal pra mim! Eu me espanto com o espanto das pessoas!

O mais legal de viajar sozinha é possibilidade de fazer novas amizades, conhecer histórias de pessoas que vem e que vão de uma cidade para outra, pegar algumas de muitas dicas interessantes e principalmente viver momentos únicos que jamais vão se repetir.

Até mesmo agregar um grande parceiro de viagem que tinha praticamente o mesmo roteiro que o meu.... ocorreu. Meu querido amigo Cristiano, o gaucho que mora em Manaus (hehehe) foi meu parceirão.

Aliás, enquanto eu escrevia esse post eu recebi o telefonema desse meu amigo falando a palavra que eu mais gostei de escutar: DEZ. Infelizmente no blog não consigo reproduzir o engraçado sotaque gaúcho para compartilhar com os leitores. Na foto da esquerda para a direita temos o curitibano Robson, o queridíssimo e divertido gaucho Roberto (que inclusive em breve vai conhecer minha caótica cidade em alguns dias), eu paulistana e o gaucho Cristiano "DEZ"!

Adorei descobrir que os gauchos são briguentos, virei fã de carteirinha. Os gauchos me lembram os espanhóis...hehehe qualquer semelhança não é mera coincidência...já que são regiões frias! Acho que o clima mais frio do Rio Grande do Sul favorece esse tipo de temperamento explosivo, incrível...amei! Longe de mim ser determinista...mas que o frio influencia no humor e no temperamento...eu não tenho dúvidas!

Enfim, essa viagem me deixou com uma sensação única, me fez renovar todas as minhas energias, vi a vida a partir de novos pontos de vista e principalmente adquiri um rico aprendizado humano que só uma viagem pode proporcionar.

Observações:
- É hora de escrever no blog e relembrar os bons momentos para evitar a depressão pós-viagem
- Vou escrever minha divertida experiência em Tambaba num outro post
- É hora de estudar mais a fundo meus destinos a serem explorados nas próximas férias daqui a 5 meses.....na Ásia! hehehe